Internacional – Economia: O executivo Carlos Ghosn da Nissan foi preso no Japão

O executivo Carlos Ghosn da Nissan foi preso no Japão

 

 

O presidente do conselho de administração da Nissan, Carlos Ghosn, foi detido nesta segunda-feira (19) sob a acusação de violar regras financeiras em suas declarações de renda. A informação é da agência “Kyodo”

 

 

 

A Promotoria de Justiça de Tóquio, no Japão, prendeu o ex-CEO da Nissan Motor Carlos Ghosn por suspeita de irregularidades na declaração de lucros. Nas declarações, ele afirmou ter recebido menos do que realmente ocorreu. O executivo reduziu os ganhos em 33%.

 

 

 

 

Natural de Guajara-Mirim, Rondônia, Carlos Ghosn, de 64 anos, ocupava a direção-geral do Grupo Renault-Mitsubish.

 

 

 

 

De acordo com a Promotoria de Justiça de Tóquio, a remuneração de Ghosn totalizou quase 1,1 bilhão de ienes, ou cerca de US$ 9,7 milhões de dólares, no ano fiscal de 2016. Porém, para o ano fiscal de 2017, o executivo relatou um total de 730 milhões de ienes – queda de 33%.

 

 

 

 

Ghosn foi diretor da montadora em 1999, anos depois tornou-se presidente da Nissan. Ele foi incumbido de supervisionar a empresa. No ano passado, Ghosn se aposentou como presidente e CEO da Nissan. O grupo vendeu mais de 10,6 milhões de unidades no ano passado, superando a Toyota como o segundo maior vendedor de automóveis do mundo.

 

 

 

O CEO da Nissan, Hiroto Saikawa, disse que a prisão do presidente Carlos Ghosn por suposta fraude fiscal é resultado da “concentração de poder nas mãos de uma só pessoa durante muito tempo”.

 

 

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira (19) que será “extremamente vigilante” sobre a aliança Nissan-Renault, após a prisão no Japão do executivo Carlos Ghosn. Segundo o mandatário, no entanto, ainda é “muito cedo para se pronunciar” sobre os fatos. O Estado francês detém cerca de 15% das ações da Renault

 

 

 

As ações da Renault registraram queda de 8,43% na bolsa de Paris nesta segunda-feira (19) depois da prisão do presidente do grupo, o brasileiro Carlos Ghosn.

 

 

 

Nesta manhã, os títulos da companhia chegaram a despencar 14,1%, mas ao fim do dia conseguiram recuperar parte da desvalorização.

 

 

 

O executivo, de 64 anos, está sendo investigado por fraudes fiscais e foi detido em Tóquio, no Japão. Ghosn é originário de Rondônia e também ocupa o cargo de presidente do conselho e CEO da Aliança Renault-Nissan

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da ANSA