Internacional: Donald Trump mantém retórica e diz para Coreia ‘ficar atenta’

Donald Trump mantém retórica e diz para Coreia ‘ficar atenta’

 

Após uma reunião com sua equipe sobre a crise com a Coreia do Norte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu uma coletiva de imprensa na quinta-feira (10) e não descartou a hipótese de realizar um “ataque preventivo” contra o país asiático.

 

 

O briefing foi realizado no campo de golfe do magnata em Bedminster, Nova Jersey, e contou com a participação do conselheiro para Segurança Nacional da Casa Branca, H. R. McMaster, e do chefe de gabinete do presidente, John Kelly, ambos generais.

 

 

 

 

Perguntado pelos jornalistas se uma das hipóteses cogitadas por Washington é a de um “bombardeio preventivo” contra a Coreia do Norte, Trump respondeu: “Veremos…”. Dois dias depois de ter ameaçado atacar Pyongyang com “fogo e fúria nunca antes vistos”, o mandatário não fez questão de suavizar a retórica e disse que o regime de Kim Jong-un tem motivos para se preocupar.

 

 

 

 

“A Coreia do Norte deve ficar atenta ou estará em problemas como poucos países estiveram antes”, declarou o republicano, acrescentando que suas declarações da última terça (8) não foram “suficientemente duras”.

 

 

 

 

Ainda assim, ele garantiu que os norte-americanos e seus aliados na Ásia estão “seguros”. A tensão entre Washington e Pyongyang segue elevada desde a posse de Trump, em janeiro passado, mas ganhou novos capítulos nesta semana, com a notícia de que Kim está preparando um plano para atacar Guam, ilha dos EUA situada no Oceano Pacífico.

 

 

 

Além disso, relatórios da inteligência dos Estados Unidos e do Japão indicam que a Coreia do Norte teria conseguido miniaturizar uma ogiva nuclear, passo crucial para armar seus mísseis intercontinentais com bombas atômicas.

 

 

 

O programa desenhado por Pyongyang prevê o disparo de quatro mísseis Hwasong-12 contra as águas que cercam Guam, ilha que tem uma população de 160 mil pessoas e abriga duas bases militares norte-americanas. A ação seria uma forma de advertência contra os EUA.

 

 

 

Os projéteis teriam de cruzar o espaço aéreo do Japão, que garante ter condições de abatê-los.

 

 

Da Redação com informações da ANSA