Internacional: Conselho de Segurança da ONU quer maior eficácia no combate ao Boko Haram

Conselho de Segurança da ONU quer maior eficácia no combate ao Boko Haram
Conselho de Segurança da ONU quer maior eficácia no combate ao Boko Haram

 

 

O Conselho de Segurança destacou a contínua ameaça das milícias nigerianas Boko Haram para a paz e a estabilidade na região da África Central.

 

 

Numa declaração presidencial, emitida esta quinta-feira, o órgão insta os países afetados a reforçarem a cooperação militar regional, a coordenarem ações de forma mais eficaz e a confrontar o grupo de acordo com o direito internacional.

 

 

 

 

Defensiva

 

 

 
O órgão acompanhou o informe semestral do representante especial do secretário-geral para a África Central. Abdoulaye Bathily disse que as operações militares colocaram as milícias na defensiva, mas depois de ataques recentes é preciso haver vigilância e engajamento dos Estados afetados.

 

 

 

 

Além da Nigéria, Bathily falou de centenas de milhares de civis deslocados nos Camarões e no Chade, onde a insegurança e a falta de recursos pressionam as já debilitadas capacidades de resposta de governos e de entidades da ONU.

 

 

 

 

Apesar da continuação dos combates contra o Boko Haram, Bathily pediu que se comece a olhar para uma fase de estabilização para garantir que os ganhos militares sejam consolidados.

 

 

 

Extremismo

 

 

 

Para ele, as medidas vão envolver o apoio internacional e o compromisso regional para analisar e abordar as causas profundas do extremismo.

 

 

 

O Conselho também sublinhou a necessidade de uma abordagem global para enfrentar com êxito a ameaça apresentada pelo grupo.

 

 

 

Raptos e LRA

 
O órgão manifestou a sua preocupação com a relação entre o tráfico ilícito de animais selvagens e dos recursos naturais aliados ao financiamento de grupos armados na sub-região que incluem o Exército de Resistência do Senhor, LRA.

 

 

 
Bathily disse que aumentou o número de raptos e mais de 200 mil pessoas continuam desalojadas devido às ações do grupo originário do Uganda, que atua em vários países.

 

 
Insegurança

 

 

 
O órgão apelou ao Escritório da ONU na África Central a continuar a apoiar o desenvolvimento de uma abordagem sub-regional coerente e concertada para enfrentar o fenómeno.

 

 

 
O Conselho reafirmou o apoio aos esforços regionais para combater a insegurança marítima e a pirataria no Golfo da Guiné, que continua a afetar a África Central e Ocidental.

 

 
Refugiados

 

 

 
O outro destaque do órgão foi a crise na República Centro-Africana e as várias consequências regionais. Bathily disse haver meio milhão de refugiados, graves violações dos direitos humanos, proliferação de armas ligeiras e de pequeno porte.

 

 

 

O país também é mencionado pela crescente criminalidade relacionada a gangues e a degradação ambiental nas áreas da região que acolhem refugiados.

 

 

 

 

 

Fonte: Da Redação com informações provenientes de Agências Nacionais, Agências Internacionais e da Rádio ONU em Nova York