Internacional – Combate à Pedofilia: Igreja Católica alemã revela 3.677 casos de abuso sexual

Igreja Católica alemã revela 3.677 casos de abuso sexual
Igreja Católica alemã revela 3.677 casos de abuso sexual

 

 

Um relatório interno da Igreja Católica alemã foi divulgado nesta quarta-feira (12) pela revista alemã “Der Spiegel” e o jornal “Die Zeit”, revelando que 3.677 pessoas sofreram abusos sexuais praticados por membros da Igreja do país entre 1946 e 2014.

 

 

 

Os documentos, segundo os veículos de imprensa, foram obtidos junto à Conferência Alemã dos Bispos e averiguados pelas universidades alemãs de Mannheim, Heidelberg e Giessen. Os pesquisadores concluíram que mais da metade da vítimas tinha 13 anos ou menos quando sofreram os abusos e a maioria eram garotos. O relatório também aponta que o número de vítimas deve ser ainda maior.

 

 

 

 

Foram analisadas 38 mil atas de 27 dioceses, que apontaram que 1.670 membros da Igreja estariam envolvidos nos abusos, o que representa uma fração de 4% dos sacerdotes alemães. Segundo o “Die Zeit”, 969 das vítimas eram coroinhas. As investigações também informam que, em muitos casos, os documentos foram destruídos ou manipulados e que após a descoberta dos incidentes, muitos sacerdotes foram transferidos de diocese após a descoberta dos incidentes, sem que as novas congregações soubessem do passado dos supostos abusadores.

 

 

 

 

A Conferência Alemã dos Bispos escreveu um comunicado em que lamenta que o documentos tenham sido vazados, mas confirma que os eles revelam “a dimensão do abusos sexuais” que aconteceram. O relatório completo, que faz parte de um esforço da Igreja local de combater casos de conduta sexual inapropriada, serão apresentados ao cardeal alemão Reinhard Marx no próximo dia 25.

 

 

 

 

O papa Francisco anunciou nesta quarta-feira (12) que organizará uma reunião de bispos no mundo inteiro em para entre os dias 21 e 24 fevereiro de 2019 para discutir esforços para o combate aos abusos. O Pontífice é acusado pelo arcebispo italiano Carlo Viganò de conivência com casos de pedofilia ocorridos no Estados Unidos desde 2013.

 

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da ANSA