Internacional: Cerca de 18 mil mães e bebês podem correr risco de vida no próximo mês no Nepal

Mais de 500 mil crianças participam de uma campanha de emergência de vacinação no Nepal. Foto: UNICEF/Panday
Nepal. Foto: UNICEF/Panday

 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, advertiu para o risco de vida corrido por 18 mil mães e bebês nepaleses no próximo mês se não houver medidas urgentes para restaurar os principais sistemas de saúde.

 

A agência estima que 12 bebês nasçam por hora sem acesso a cuidados básicos de saúde nas áreas mais atingidas pelos dois violentos terramotos que ocorreram o país em duas semanas.
Necessitados

 

 

 

Após destacar “enormes prejuízos” sofridos nas maternidades, a agência anunciou que trabalha com parceiros para que a ajuda seja levada às mães e aos recém-nascidos mais necessitados.

 

 

 

O apoio é composto por dezenas de tendas médicas de emergência, incluindo pavilhões improvisados que servem de maternidades em todas as áreas afetadas.

 

 

 

A ideia é criar 22 abrigos para oferecer cuidados nos distritos mais atingidos pelos sismos, para mães que logo após deixarem o hospital não tenham uma casa para onde voltar. Os locais devem oferecer cuidados às grávidas com complicações.

 
Superlotação

 

 

 

Estima-se que tenham sido danificados ou destruídos 70% dos centros de parto nos 14 distritos mais afetados do Nepal. Em algumas áreas a taxa chega aos 90%.

 

 

Nas instalações superlotadas, muitas mulheres não têm acesso a cuidados de saúde necessários para garantir um nascimento seguro dos seus bebés. Com a perda de milhares de casas, várias mães ficaram sem um lugar seguro para morar com os recém-nascidos.

 

 

Estão também previstas clínicas móveis que devem oferecer cuidados de emergência às mães e crianças vulneráveis, principalmente em áreas onde as unidades de saúde foram danificadas ou destruídas.

 

 

 

O Unicef disse que precisa de mais de US$ 50 milhões para apoiar as ações de resposta humanitária durante os próximos três meses no Nepal.

 

 

 

Da Redação com informações da Rádio Onu em Nova York