Internacional: Ataque Químico na Síria será investigado pela ONU

Ataque Químico na Síria será investigado pela ONU

 

Um membro da oposição síria na província de Idlib, Mohammed Hassoun, disse à agência “AP” que o suposto ataque químico desta terça-feira (4) pode ter sido realizado com gás sarin, substância inodora e incolor classificada como arma de destruição em massa.

 

 

 

Algumas das vítimas apresentaram sintomas como convulsões, espuma na boca, dificuldade respiratória e constrição das pupilas. Oficialmente, nenhuma organização que denunciou o ataque especificou qual armamento pode ter sido utilizado.

 

 

 

 

 

Uma fonte do Exército da Síria negou que Damasco seja responsável por um suposto ataque químico nesta terça-feira (4). A informação é da rede árabe “Al Jazeera”.

 

 

 

 
Oficialmente, o regime de Bashar al Assad não se pronunciou.

 

 

 

 

ONU

 

 

 

 
O líder das Nações Unidas, António Guterres, emitiu uma nota afirmando estar “profundamente perturbado” com relatos de um suposto uso de armas químicas num ataque aéreo na Síria.

 

 

 

 

 
O ataque teria ocorrido num bombardeio na área de Khan Shikhoun, no sul da cidade de Idlib, que fica no noroeste do país árabe.

 

 

 

 

 
Informações

 

 

 

 

Guterres expressou sinceras condolências aos sobreviventes do incidente e aos familiares das vítimas.

 

 

 

 

 
De acordo com a nota, as Nações Unidas não estão, no momento, em condições de verificar, de forma independente, os relatos.

 

 

 

 
A Missão de Inquérito da Organização para a Proibição de Armas Químicas, Opac, anunciou que começou a reunir informações para tentar apurar se as armas foram utilizadas na ofensiva.

 

 

 

 
O chefe da ONU lembrou que o Conselho de Segurança já havia declarado que o uso de armas químicas em qualquer lugar representa uma ameaça à paz e à segurança internacionais, e uma violação séria do direito internacional.

 

 

 

 
Comissão de Inquérito

 

 

 
Segundo agência de notícias, dezenas de civis estão feridos após o ataque na cidade síria, que está sendo controlada por rebeldes.

 

 

 
Analistas dizem que este poderá ter sido o maior ataque químico na Síria, desde que a guerra começou no país, há seis anos.

 

 

 

 
A Comissão Internacional de Inquérito sobre a Síria, que é presidida pelo professor brasileiro, Paulo Sérgio Pinheiro, condenou o ataque, nos termos mais fortes. Em comunicado, a comissão lembrou que grande número dos mortos são crianças.

 

 

 

 

O grupo afirmou que tanto ataques com armas químicas como alvejar deliberadamente a postos médicos podem representar crimes de guerras e graves violações dos direitos humanos.

 

 

 

 
Da Redação com informações da ANSA e da Rádio ONU de Nova York