Internacional: Assassinos do juiz Giovanni Falcone que perseguia a máfia podem pegar perpétua na Itália

Itália lembrou os 24 anos da morte do Juiz Giovanni Falcone, que inspirou Sérgio Moro
Assassinos do juiz Giovanni Falcone que perseguia máfia podem pegar perpétua na Itália

 

 

A procuradora-adjunta de Caltanissetta (Sicília), Lia Sava, pediu uma pena de prisão perpétua para cinco envolvidos no caso da emboscada em Palermo que matou em 1992 o juiz Giovanni Falcone, um dos maiores protagonistas na luta contra a máfia italiana, sua esposa, Francesca Morvillo e os seguranças Rocco Dicillo, Antonio Montinaro e Vito Schifani.

 

 

 

O pedido da Procuradoria, divulgado nesta sexta-feira (27), solicita a pena para Salvatore ‘Salvino’ Madonia, Cosimo Lo Nigro, Giorgio Pizzo, Lorenzo Tinnirello e Vittorio Tutino por todos terem “papéis-chave” na compra de explosivos e na colocação dos mesmos na estrada.

 

 

 
No dia 23 de maio de 1992, os mafiosos colocaram explosivos próximo à saída de Capeci, na estrada A29, que liga o aeroporto à cidade de Palermo. A explosão foi tão intensa que foi marcada por sismógrafos, que detectam atividade de terremotos.

 

 

 
Esse é o terceiro julgamento sobre o caso da morte de Falcone.

 

 

 
Em 1993, o mafioso chamado de “chefe dos chefes”, Toto Riina, foi preso e, atualmente, cumpre 12 penas de prisão perpétua pelo assassinato do Falcone e por outros crimes hediondos.

 

 

 
“Nós vamos continuar perseguindo a verdade. Nós temos a obrigação moral e jurídica de fazer isso porque nós sabemos que, certamente, nem tudo foi esclarecido nos procedimentos anteriores”, destacou Sava.

 

 

 
Falcone é considerado um dos “maiores exemplos” de combate à máfia na Itália entre o fim dos anos 1980 e o início da década de 1990. Segundo as ações anteriores, foi constatado que toda a ação foi planejada pelo grupo Cosa Nostra. O juiz é ainda uma das maiores inspirações do juiz federal brasileiro Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato.

 

 
Da Redação com informações provenientes da ANSA