Internacional: A organização internacional de direitos humanos HRW revela que bombas de fragmentação dos EUA são usadas no Iêmen

Bombas de fragmentação - © AFP 2015/ JOHN MACDOUGALL
Bombas de fragmentação – © AFP 2015/ JOHN MACDOUGALL

 

 

A organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch publicou um relatório sobre a situação no Iêmen, no qual afirma que a Arábia Saudita, à cabeça de uma coalizão internacional, usa bombas de fragmentação fabricadas nos EUA durante os ataques aéreos contra posições de houthis.
O relatório foi publicado no domingo, 3 de maio, no site oficial da HRW.

 

O relatório divulga que a organização tem provas conclusivas de uso pela coalizão de munições de fragmentação norte-americanas durante bombardeios contra as posições houthis no Iêmen.

 

 

O tratado de 2008, assinado por 116 países, proíbe o uso de bombas de fragmentação porque elas representam um grave risco para civis devido à larga escala de destruição que causam. Segundo relatou HRW, desde meados de Abril, a organização tem fotos, vídeos e outras provas disponíveis que provam o uso de bombas de fragmentação pelas forças da coalizão no norte do Iêmen e na província de Saada.

 

 

“Os ataques aéreos usando bombas de fragmentação foram realizados em áreas próximas de aldeias povoadas, o que representa uma ameaça para civis. Estas munições não devem ser utilizadas em qualquer circunstância”, declarou Stephen Goose, diretor da divisão de armamentos da Human Rights Watch.

 

 

 

Como resultado da campanha militar realizada no Iêmen, uma coalizão de países árabes liderada pela Arábia Saudita está conduzindo o país a uma crise humanitária. As forças da coalizão não deixam passar para o território do Iêmen navios ou aviões de qualquer tipo, incluindo os que transportam ajuda humanitária. Como resultado, o abastecimento alimentar não é feito há semanas.

 

 

O representante da HRW Joe Stork acredita que a situação no país continuará a se deteriorar, porque os ataques aéreos da coalizão são levados a cabo principalmente contra as infraestruturas do Iêmen.

 
Da Redação com informações de Agências Internacionais e br.sputniknews.com