Brasil – Política: ONU recebeu 138 denúncias de abuso sexual supostamente cometidas por seus funcionários em 2017

ONU recebeu 138 denúncias de abuso sexual supostamente cometidas por seus funcionários em 2017 – Foto: ONU/Eskinder Debebe

 

Em 2017, a ONU recebeu 138 denúncias de abuso e exploração sexual cometidos por funcionários da Organização. É o que revela um novo relatório da coordenadora especial das Nações Unidas, Jane Holl Lute, responsável por liderar esforços dentro do organismo para combater essas violações. O número representa uma queda na comparação com 2016, quando 165 casos foram identificados.

 

 

 

 

No ano passado, do total de alegações sobre assédio, 62 envolviam funcionários enviados para missões de paz ou missões políticas. Em 2016, o número chegou a 104. Contudo, nos últimos dois anoso, aumentaram as ocorrências em que os autores dos abusos eram profissionais de outras entidades da ONU ou de parceiros — de 42, em 2016, para 75, em 2017.

 

 

 

 

Jane afirmou que o relatório reitera a mensagem do chefe da ONU, António Guterres — a de que “ninguém servindo sob a bandeira da ONU deveria estar associado com exploração e abuso sexuais”.

 

 

 

 

“Para acabar com a impunidade, o secretário-geral fortaleceu a notificação obrigatória, por meio da elaboração de um formulário uniformizado para a relatoria de ocorrências”, explicou a coordenadora.

 

 

 

 

“Fortalecemos as investigações em cooperação com os Estados-membros. Encorajamos os Estados-membros a nomear com rapidez oficiais de investigação e enviá-los para onde alegações foram relatadas.”

 

 

 

 

Jane acrescentou que “continuamos a apoiar a capacitação e o treinamento de investigadores nacionais”.

 

 

 

 

Outro avanço lembrado pela especialista foi o aumento em 300% das contribuições dos países para o fundo fiduciário de apoio às vítimas. Criado em março de 2016, o mecanismo financeiro contabilizava, em dezembro de 2017, 1,89 milhão de dólares em compromissos e recursos já disponibilizados.

 

 

 

 

De acordo com Jane, outras subvenções foram aprovadas para dar assistência às vítimas em três países — a República Democrática do Congo, a República Centro-Africana e a Libéria.

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da ONU