The Ultimate Fighter Brasil 2015: Confira o que aconteceu no último episódio do TUF Brasil 4 – 21/06/2015

Reginaldo Vieira finalizou  Bruno Korea - UFC
Reginaldo Vieira finalizou Bruno Korea – UFC

 

 

 

O último capítulo do The Ultimate Fighter Brasil 4 definiu as finais do reality show. Reginaldo Vieira (time Nogueira) enfrenta Dileno Lopes (time Shogun) nos galos e Fernando Açougueiro (time Nogueira) luta contra Glaico Nego (time Shogun) nos leves. Os combates serão no UFC 190, dia 1 de agosto, no Rio de Janeiro.

 

 

A primeira luta do episódio foi entra Reginaldo Vieira e Bruno Korea. Os dois lutadores mostraram muita ação no solo e na parte de trocação. Reginaldo tentou algumas vezes encaixar a guilhotina, um dos seus principais golpes, e conseguiu finalizar a luta no fim do segundo round. “Acredito que ele demonstrou mais força de vontade, o Reginaldo tem tudo para ser campeão”, disse Rodrigo Minotauro.

 

 

Fernando Açõugueiro venceu o Argentino Nazareno Malegarie por decisão dos juízes - Foto UFC
Fernando Açõugueiro venceu o Argentino Nazareno Malegarie por decisão dos juízes – Foto UFC

 
Logo depois, Fernando Açougueiro impôs seu ritmo de luta, conseguiu anular o rival e venceu o argentino favorito a campeão Nazareno Malegarie por decisão dos juízes, com direito a terceiro round. “O Açougueiro foi muito feliz na sua estratégia, conseguiu a vitória e realmente me surpreendeu”, disse Maurício Shogun

 

 

 

 

FINAIS DO TUF BRASIL 4 TEM NOVA DATA

 

 

 

Os duelos de peso galo e peso leve das finais do The Ultimate Fighter® Brazil acontecerão no dia 1 de agosto, no UFC 190: ROUSEY vs. CORREIA, no Rio de Janeiro. O coevento principal original entre Erick Silva e Rick Story, não vai mais acontecer. Executivos do UFC estão discutindo alternativas para esses lutadores.

 

 
Confira o perfil de Reginaldo Vieira

 

 

Reginaldo Vieira - UFC
Reginaldo Vieira – UFC

 

 

A vida de um lutador profissional não é fácil. São várias horas de treinos por dia, dedicação durante anos e é preciso abdicar da maioria dos programas de lazer. Reginaldo Vieira segue à risca todos esses tópicos, mas passou por um problema pessoal ainda mais sério e dramático.

 

 

 

 
Ele tinha 17 anos e morava no interior de São Paulo, Santa Izabel, quando a polícia foi até seu trabalho – era ajudante de pedreiro – avisar que um vizinho tinha agredido seu pai, que estava internado no hospital. “Achei que era uma simples agressão, que logo ficaria tudo bem”, conta ele, que na época já tinha o patriarca como maior herói.

 

 

 

 
Chegando no hospital o médico avisou que o incidente era mais sério. Seu pai estava inconsciente, não voltaria a falar e, se sobrevivesse, ficaria em estado vegetativo. “Meu pai foi brutalmente assassinado a enchadadas. Faz mais de dez anos que não assisto filmes de terror, porque vivi uma dessas cenas no hospital”, lembra o lutador.

 

 

 

 

Já com os olhos cheios de lágrimas e a fala trêmula, Reginaldo conta que o médico liberou sua entrada para um visita, mas ele não reconheceu seu pai, que estava completamente desfigurado. Uma semana depois, para a surpresa de todos, o pai de Reginaldo teve uma recuperação inexplicável e estava conversando perfeitamente. Mas morreu dois dias depois. “Ele quebrou todas as regras da ciência, foi uma permissão de Deus para se despedir de mim”.

 

 

 

Depois disso, Reginaldo decidiu se mudar para São Paulo. Fã do desenho Street Fighter, ele sempre gostou de lutas, mas não tinha condição financeira para pagar uma academia. “Só comecei a treinar quando consegui um emprego com carteira assinada, em uma doceria”. Mesmo assim, ele ainda tinha outra dificuldades. O caminho da zona leste para a zona sul, local da academia, leva mais 1h30 apenas um trecho.

 

 

 

 
Mas o lutador persistiu no seu sonho. Começou no jiu-jitsu, foi para o muay-thai, se tornou campeão de boxe e estreou no MMA. Apesar de sempre chorar quando fala do seu pai, ele explica que lembra do seu herói quando entra no octógono. “Eu sei que vou enfrentar apenas uma pessoa, enquanto meu pai enfrentou a morte. Minha missão é muito mais fácil que a dele”.

 

 

 

 
Além de ser campeão, o maior sonho de Reginaldo é ter filhos e formar uma família com sua esposa. “Todo homem precisa deixar um legado, espero criar bem meus filhos”. Enquanto os herdeiros não nascem ele vai tratando de cuidar dos seus quatro gatos: Maximus, Loira, Alemão e Nega. “Minha casa é pequena, mas tento dar tudo de melhor para os meus gatinhos”, conta ele.

 

 

 

Confira o perfil de Fernando Açougueiro

 

Fernando Açogueiro
Fernando Açougueiro – UFC

 

 

O apelido de ‘Açougueiro’ pode parecer agressivo, mas nada combina com Fernando Bruno quando ele está fora do octógono. Com fala mansa e olhar envergonhado, ele demora alguns minutos para se soltar em uma conversa, talvez por todas as dificuldades que já enfrentou na vida. Aos 33, ele diz que quase desistiu de ser lutador profissional, mas encontrou no TUF Brasil 4 a última oportunidade.

 

 

 
Criado em favelas do Rio Janeiro, Açougueiro foi várias vezes convidado para fazer parte do tráfico de drogas, mas recusou todas. “Quero ser um exemplo para os mais novos, sou o lado que deu certo da comunidade. Com o esporte eu mudei de vida, ganhei bolsa de estudo em colégio, consegui sair do Brasil mais de uma vez e estou realizando meu sonho”, conta ele todo orgulhoso.

 

 

 

 
Mas nem todos seus conhecidos tiveram essa mesma facilidade. “Perdi vários amigos. Inclusive dois primos, que eram tudo pra mim, mas acabaram mortos pelo tráfico”, conta o lutador, com os olhos cheios de lágrimas. “Ainda bem que tive pessoas que me guiaram para não seguir esse caminho. Graças a Deus!”.

 

 

 

 

Essas pessoas que ajudaram em seu crescimento são principalmente pai, mãe e avó. Açougueiro começou no judô aos 8, para tentar melhorar das constantes crises de asma, mas logo seu professor o levou para treinar jiu-jitsu com André Pederneiras, na academia Nova União. Ele venceu campeonatos brasileiros e mundiais, mas ainda não conseguia se sustentar financeiramente. “Fui trabalhar na cozinha de um hotel para conseguir comprar as coisas para minha casa”.

 

 

 
O sonho de se tornar lutador já estava quase terminando. Ele havia parado de treinar por quatro anos para conseguir passar mais tempo no trabalho. Mas surgiu a oportunidade de participar do TUF Brasil 4 e ele voltou a acredita no seu objetivo. “Vou ser campeão porque tenho um coração grande, enquanto estiver acordado e de olhos abertos ainda tenho como continuar brigando”.

 

 

 
Porque o apelido de Açougueiro?

 

 

 

“Estava lutando e um soco abriu meu supercílio. Fui para cima do meu adversário, os dois saíram muito machucados, eu consegui finalizar pegando o pé dele, mas ficaram falando que eu gosto de sangue. Também já trabalhava no açougue, aí não teve jeito, o apelido pegou”.

 

 

 

 

 

Fonte: Da Redação com informações provenientes do UFC