São Paulo – Esporte: O estádio do Pacaembu na Capital Paulista recebeu a Final Nacional da Copa dos Refugiados

O estádio do Pacaembu na Capital Paulista recebeu a Final Nacional da Copa dos Refugiados – Foto: HELOISA BALLARINI/SECOM

 

 

Evento reuniu os vencedores das etapas do Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo, além de Malaika, seleção formada por imigrantes de várias nações e que sagrou-se campeã ao vencer Angola nos pênaltis

 

O prefeito Bruno Covas prestigiou nesta terça-feira (20) a Final da Etapa Nacional da Copa dos Refugiados no estádio do Pacaembu, vencida pela equipe Malaika, que é a seleção da ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) , que derrotou Angola nos pênaltis (4×2) depois de empate em um gol no tempo normal.

 

 

 

Bruno Covas afirmou ser um orgulho para a Prefeitura ser parceira de um evento como a Copa dos Refugiados. Segundo ele, a cidade reafirma o seu compromisso na luta contra o preconceito. “São Paulo não admite nenhuma forma de racismo e nem de xenofobia, pois isso seria ir contra sua própria história, que só é o que é graças aos imigrantes que vieram para cá de todos os cantos do mundo e do Brasil para construir essa grande cidade”, destacou.

 

 

 

 

O torneio contou com a participação de mais de 930 atletas, de 27 nacionalidades, divididos em 41 times. A semifinal foi no domingo (18), no Parque da Aclimação, com disputas entre Níger e Angola, Líbano e Malaika. A competição tem o objetivo de proporcionar a integração social dos imigrantes e refugiados que escolheram o Brasil como sua nova casa.

 

 

 

 

“Esse é um evento que vai muito além do esporte e de partidas de futebol. O maior destaque da competição é a visibilidade dada à causa dos refugiados e a esse tema que está cada vez mais presente no nosso cotidiano”, disse João Farias, secretário Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo.

 

 

 

“A Copa é um projeto voltado principalmente para a integração social das pessoas refugiadas junto à população brasileira”, completou Jean Katumba, refugiado congolês e presidente da ONG África do Coração.

 

 

 

A disputa teve início em 2014, sendo idealizada pela África do Coração, com apoio institucional da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

 

 

 

“O esporte é o meio que propicia o vínculo entre os jogadores de diferentes nacionalidades que participam da Copa dos Refugiados e perpassa os aspectos culturais e sociais de quem busca uma nova chance de reconstruir suas vidas”, afirmou Maria Beatriz Nogueira, chefe do escritório do ACNUR em São Paulo.

 

 

 

A final da Copa Nacional dos Refugiados contou com a presença dos secretários de Esportes e Lazer, João Farias, do Governo, Julio Semeghini, de Assistência e Desenvolvimento Social, José de Castro, e da Justiça, Rubens Rizeck, da secretária Direitos Humanos e Cidadania, Berenice Giannella, além do secretário de Direitos Humanos e Assistência Social do Rio de Janeiro, João Mendes, e cônsules de vários países.

 

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da Secretaria Especial de Comunicação da Prefeitura Municipal de São Paulo