Paraolimpíadas Rio 2016 – Judô: Lucia Teixeira é prata e garante primeira medalha no judô

Lucia Teixeira durante o combate com a ucraniana Irina Cherniak na decisão (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Lucia Teixeira durante o combate com a ucraniana Irina Cherniak na decisão (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

 

A veterana Lucia Teixeira, de 35 anos, deu a primeira medalha do judô ao Brasil nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Prata na categoria até 57kg em Londres 2012, a paulista repetiu a colocação na Arena Carioca 3 e levou o país-sede ao pódio pela primeira vez no esporte nesta edição do evento.

 

 

 

Na disputa pelo ouro, Lucia não resistiu à ucraniana Inna Cherniak, campeã mundial da categoria em 2014, que venceu o combate decisivo por ippon. A esportista agradeceu o apoio dos espectadores antes, durante e depois do confronto. “Foi fantástico. A torcida brasileira está de parabéns. Para mim, representou um momento único”, afirmou.

 

 

 

 

Apesar da derrota, a atleta saiu do tatame sob os aplausos do público, que se levantou para saudá-la após ter gritado seu nome durante a disputa. No caminho até a prata, Lucia derrotou a chinesa Lijing Wang nas quartas-de-final e a japonesa Junko Hirose na semifinal. A lutadora do Japão ficou com um dos bronzes da categoria, ao lado de Hana Seo, da República da Coreia.

 

 

 

Do anonimato à fama repentina

 

 

 

 

Lucia foi uma das atletas que protagonizou o vídeo “O Treino que Muda Opiniões”, que virou febre na internet há cerca de um ano e foi premiado com dois leões de bronze no Festival de Cannes.

 

 

 

 
“Divido minha vida em antes e depois desse vídeo. Muitos vizinhos que nem me conheciam passaram a me cumprimentar por causa dele”, comentou a judoca em entrevista após a luta.

 

 

 
“O esporte Paralímpico existe para provar a todos que podemos tudo. É só querer”, disse a atleta, que pratica judô desde 2006.

 

 

 
Nos próximos meses, ela planeja tirar férias, participar do campeonato brasileiro e iniciar a preparação para mais um ciclo Paralímpico. “Tenho quatro anos para tentar mudar a cor da medalha até Tóquio 2020. E, de preferência, para dourado”, brincou a lutadora.

 

 

 
Da Redação com informações provenientes da Agência Brasil