Paraolimpíadas Rio 2016 – Cerimônia de Abertura: Abertura das Paraolímpiadas eletrizou o público no estádio do Maracanã

Projeção 'faz do' Maracanã uma piscina e o multimedalhista Daniel Dias atravessa o "gramado" nadando! - Foto: Rio 2016
Projeção ‘faz do’ Maracanã uma piscina e o multimedalhista Daniel Dias atravessa o “gramado” nadando! – Foto: Rio 2016

 

Mesmo já antecipado pela imprensa, o início da cerimônia da abertura eletrizou o público no estádio do Maracanã, com a manobra de alta velocidade do cadeirante Aaron Wheelz.

 

 


 

Aaron desceu com uma cadeira de rodas uma megarrampa no meio da arquibancada do estádio e caiu sobre uma superfície inflável após uma pirueta por dentro do círculo que simbolizava o zero na contagem regressiva. Uma queima de fogos acompanhou o número.

 

 

O norte-americano Aaron Wheelz, cadeirante, desceu uma megarrampa erguida no Maracanã Reuters/Ricardo Moraes
O norte-americano Aaron Wheelz, cadeirante, desceu uma megarrampa erguida no Maracanã

 

 

O número foi feito logo depois da chegada do presidente do Comitê Paralímpico Internacional, sir Philip Craven, que surgiu no meio do público e depois foi para a tribuna de autoridades, onde se sentou ao lado do presidente Michel Temer. Minutos antes do início da cerimônia, parte do público gritou “Fora Temer” no estádio e também foram ouvidas vaias.

 

 

 

 

Também antes da cerimônia começar, o encontro dos mascotes olímpico e paralímpico, Vinicius e Tom, chamou a atenção do público. Tom dançava vários ritmos com a apresentadora Fernanda Lima e o escritor Marcelo Rubens Paiva. Quando foi a vez da Bossa Nova, tocou Garota de Ipanema, Vinicius entrou desfilando com um vestido brilhante, em uma referência à participação da modelo Gisele Bündchen na abertura da olimpíada. A top model encarnou a icônica homenageada por Tom Jobim e recebeu elogios.

 

 

 

Samba e praia

 

 

 

 

Uma roda de samba com os sambistas Monarco, Hamilton de Holanda, Maria Rita, Diogo Nogueira, Xande de Pilares, Pastoras da Portela, Pedrinho e Pretinho da Serrinha embalou o público enquanto projeções abordavam a roda, invenção humana que, além de sua importância como marco científico, se tornou um suporte vital para a acessibilidade.

 

 

 

 

As projeções no chão transformaram o chão do Maracanã em uma grande piscina atravessada pelo nadador Daniel Dias, também projetado em vídeo. Após cruzar o palco, a piscina se transformou em uma praia, com direito a elementos típicos do Rio de Janeiro, como o aplauso ao pôr do sol, os vendedores de mate e biscoitos de polvilho e uma multidão de bailarinos que interpretaram banhistas e surfistas.

 

 

 

 

O número foi seguido pela chegada da bandeira do Brasil, que foi hasteada por bombeiros salva-vidas do 3º Grupamento Marítimo. O Hino Nacional foi executado no piano pelo maestro João Carlos Martins, que chegou a abandonar a carreira por problemas físicos que atrofiaram suas mãos, mas retornou aclamado aos palcos.

 

 

 

O maestro João Carlos Martins é ovacionado pela plateia ao tocar o Hino Nacional ao piano. - Foto: Rio 2016
O maestro João Carlos Martins é ovacionado pela plateia ao tocar o Hino Nacional ao piano. – Foto: Rio 2016

 

Logo depois, teve início a entrada das delegações, em que uma obra do artista plástico e diretor-criativo da cerimônia, Vik Muniz, montou um quebra-cabeças com peças trazidas pelas delegações.

 

 

Axé music embala a entrada dos atletas dos JogosParalimpicos. Principalmente essa delegação: refugiados- Foto: Rio 2016
Axé music embala a entrada dos atletas dos JogosParalimpicos. Principalmente essa delegação: refugiados- Foto: Rio 2016

 

 

 

 

Atletas do Brasileiros concentrados nos bastidores. Daqui a pouco é hora dos anfitriões entrar no Maracanã - Foto: Rio 2016
Atletas do Brasileiros concentrados nos bastidores. Daqui a pouco é hora dos anfitriões entrar no Maracanã – Foto: Rio 2016

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da Agência Brasil