Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015: Onde os “Jurássicos” têm vez: tetra no Parapan, Iranildo vai à quarta Paralimpíada

Iranildo Espíndola conquistou o ouro no Parapan de Toronto. Foto: Fernando Maia/MPix/CPB
Iranildo Espíndola conquistou o ouro no Parapan de Toronto. Foto: Fernando Maia/MPix/CPB

 

 

Atleta conquistou o terceiro ouro da modalidade no Canadá. Nesta segunda, o Brasil volta às mesas com pelo menos 14 pódios garantidos

 

 
O braço esquerdo de Iranildo Conceição Espíndola é um mapa de uma trajetória vitoriosa no tênis de mesa nacional. Mas um mapa agora impreciso. Ali estão tatuados os símbolos dos Jogos Paralímpicos de Atenas, 2004, de Pequim, 2008, e de Londres, 2012.
Em 2016, o atleta do Distrito Federal vai ter de se virar para incluir o emblema dos Jogos do Rio. Aos 46 anos, ele conquistou o ouro da Classe 2 no Parapan de Toronto, no Canadá. O quarto título continental em sequência, já que tinha feito o mesmo em Guadalajara (2011), Rio (2007) e Mar del Plata (2003). “É bom e ruim, né? Bom porque é a chance de disputar mais uma Paralimpíada. Ruim porque fazer esse troço dói para caramba”, brincou.

 

 

 

A medalha foi a terceira de ouro conquistada pelo país no Parapan. Pela manhã, Catia Cristina, na Classe 2, e Danielle Rauen, na Classe 9, também faturaram o título. A modalidade continua mostrando força em Toronto. Neste domingo, o país confirmou quatro bronzes, com atletas que pararam na semifinal, e tem mais 14 medalhas garantidas para as disputas desta segunda. Até dez delas podem ser de ouro.

 

 

 

 

A experiência e a maturidade foram citadas pelo técnico de Iranildo, José Ricardo Vale, como ingredientes importantes no processo de Iranildo. No caminho para referendar a conquista, ele enfrentou quatro adversários. Dois deles seus companheiros no centro de treinamento da seleção de cadeirantes, em Brasília: Ronaldo Conceição e Guilherme da Costa. “Ele mostrou novamente que a experiência valeu contra os mais novos”, elogiou o treinador. Os outros batidos foram o argentino Carlos Duarte e o venezuelano Luiz Rojas.

 

 

 

 

 

 

 

 

“A vivência realmente é um fator, mas não é só. É treinamento, preparação específica para um evento que teoricamente é mais curto, como esse. Todos treinamos juntos, por isso tenho de entrar concentrado, focado desde o início. São poucas partidas, mas partidas importantes”.

 

 

 

Com a bagagem de quatro ciclos olímpicos, Iranildo ressalta que esta será a primeira vez em que terá reais condições de enfrentar os adversários em um patamar de treino e estrutura que lhe permita sonhar alto.

 

 

 

 

“Sou um dos remanescentes, o velhinho do time. Passei por todo o processo. Já tive momentos de ter de abandonar, por falta de apoio, mas aparecia uma luz no fim do túnel e eu seguia. E graças a Deus insisti, porque hoje a gente tem uma estrutura excepcional. Temos os melhores treinamentos, os melhores materiais”, afirmou o mesatenista, que recebe a Bolsa Pódio do Governo Federal.

 

 

 

 

“Eu só tenho a aproveitar tudo isso. É um suporte que me dão para brigar por medalhas. Nas duas primeiras Paralimpíadas fui mero participante. Agora, não”, disse. A prata e o bronze serão definidos nesta segunda-feira, já que a categoria é disputada na fórmula de todos contra todos. Iranildo já fez os quatro jogos.

 

 

 
Fonte: Da Redação com informações provenientes de Agências de Notícias e de Gustavo Cunha, de Toronto – Brasil2016.gov.br