Jogos Paralímpicos Rio 2016: Flash mob em Copacabana celebra marco de 500 dias para os Jogos Paralímpicos.

Liderados pela coreógrafa Deborah Colker (de vermelho), os dançarinos agitaram a Avenida Atlântica (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)
Liderados pela coreógrafa Deborah Colker (de vermelho), os dançarinos agitaram a Avenida Atlântica (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)

 

 

 

Assim como os Jogos Paralímpicos, a festa dos 500 dias para o evento foi um exemplo de superação e performance. Inabalados pela chuva que caía momentos antes da apresentação, cerca de 200 dançarinos agitaram o calçadão de Copacabana neste domingo (26) com um “flash mob” – tipo de espetáculo realizado em locais públicos, que começa e termina de maneira inesperada – coreografado especialmente para celebrar o marco.

 
“Foi muito legal. Isso mostra que as pessoas com deficiência têm a mesma capacidade de participar de ações lado a lado de quem não têm deficiência. Estou muito orgulhoso de ter participado desta celebração”, disse Felipe Berty, de 21 anos, um dos dançarinos cadeirantes que participaram.

 

flash mob 2
Dançarinos em cadeiras de rodas mostraram movimentos que entusiasmaram o público (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)

 

Vozes anunciando os 500 dias para os Jogos Paralimpicos em diferentes línguas, como francês, mandarim, árabe, espanhol e russo, abriram a performance. Os dançarinos surgiram então ao som da música Rio de Janeiro, do cantor norte-americano Barry White, seguida de Xote de Copacabana, de Jackson do Pandeiro. Ao fim, uma bandeira gigante com o mascote Paralímpico, Tom, apareceu para anunciar a contagem regressiva.

 
A coreografia, de Deborah Colker, misturou diversos estilos brasileiros, como samba, forró e funk.

 

Bandeira gigante do mascote Tom encerrou a apresentação em Copacabana (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Bandeira gigante do mascote Tom encerrou a apresentação em Copacabana (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

“A ideia era mostrar diferentes indivíduos celebrando como um só, reunindo pessoas com diferentes condições físicas em alegria. Os Jogos Paralimpicos são um presente para o Rio. Superar os desafios faz parte da vida e, quando vemos as pessoas que superaram seus problemas, isso se torna uma verdadeira inspiração, um ensinamento maior do que qualquer aula ou livro”, disse a coreógrafa, que foi a primeira artista brasileira a receber um prêmio Lawrence Olivier.

 
“Cada pessoa trouxe seu estilo próprio e todos adicionaram algo especial à performance”, contou o dançarino Robson Junior, de 20 anos.

 

 

Dançarinos de vários estilos musicais participaram do flash mob (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)
Dançarinos de vários estilos musicais participaram do flash mob (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)

Para Mariana Mello, gerente de Integração Paralímpica do Comitê, a mudança de percepção sobre a pessoa com deficiência será o principal legado dos Jogos Paralímpicos para o Brasil.

 

 

“Quando o brasileiro assistir de perto à performance dos atletas Paralímpicos e entender que suas eficiências são muito maiores que suas deficiências, teremos deixado um legado imensurável para os milhões de pessoas com deficiência que vivem no Brasil”, afirmou.

 

Deborah Colker e o mascote Tom celebram os 500 dias para os Jogos com amigos  (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)
Deborah Colker e o mascote Tom celebram os 500 dias para os Jogos com amigos (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)

 

O flash mob serviu ainda como evento-teste para o Programa de Cultura do Rio 2016. “Queremos levar a cultura brasileira para as ruas durante os Jogos. Esporte, educação e arte são elementos cruciais para criar bons seres humanos”, comentou Carla Camurati, diretora de Cultura do Comitê.

 

Alguns dos participantes eram dançarinos profissionais, enquanto outros eram parte do público  (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)
Alguns dos participantes eram dançarinos profissionais, enquanto outros eram parte do público (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)

Da Redação com informações do www.rio2016.com