Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 – Rúgbi: Seleções brasileiras de rúgbi perdem disputas pelo bronze na “morte súbita”

Brasileiras tiveram muita dificuldade diante das colombianas. Medalha escapou. – Foto: Washington Alves/COB

 

Classificada para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 após vencer o Pré-Olímpico da América do Sul, também em Lima, no mês passado, a seleção feminina de rúgbi chegou aos Jogos Pan-Americanos bem cotada ao pódio. Neste domingo (28.07), contudo, o sonho de ao menos repetir o bronze de Toronto 2015 foi frustrado com uma amarga derrota de virada para a Colômbia por 29 x 24.

 

 

“A gente não colocou aquilo que somos capazes de colocar. Sei que jogamos muito melhor do que demonstramos”, disse, irritada e chorando, a capitã Raquel Kochhann. “Infelizmente não conseguimos o resultado que a gente queria, mas são detalhes que o treinador vai ajudar a resolver”, acrescentou.

 

 

As Yaras estrearam no Pan de Lima com largas vitórias. Na fase preliminar pelo Grupo B, venceram as anfitriãs peruanas por 33 x 5 e, em seguida, superaram o México por 45 x 0. Diante do Canadá, contudo, a equipe sofreu a primeira derrota e deixou o campo do Complexo Desportivo Villa María del Triunfo com o placar de 26 x 0.

 

 

Neste domingo, os Estados Unidos foram o empecilho para que o Brasil alcançasse a final. A equipe verde e amarela não conseguiu superar a força das americanas e perdeu por 33 x 19, seguindo para a disputa do bronze contra a Colômbia, derrotada na semifinal pelo Canadá.

 

 

Diante das colombianas, o Brasil começou melhor e chegou a abrir 12 x 0, mas assistiu a uma reação da Colômbia ainda no primeiro tempo. Em um duelo acirrado, a equipe brasileira conseguiu evitar a virada e fechou a primeira parcial em 19 x 12. Na volta do curto intervalo, no entanto, a Colômbia empatou o jogo em 24 x 24 e levou a decisão para a morte súbita, quando conseguiu superar o Brasil por 29 x 24.

 

 

“Faltou ter uma reação melhor quando as coisas não estavam indo tão bem. A gente não achou a chave para virar de volta. Começamos com o controle do jogo, mas em certo momento perdemos. Não perdemos o jogo na morte súbita, mas quando elas conseguiram virar”, analisou Raquel.

 

 

Segundo ela, o Pan de Lima encerrou a temporada da modalidade. O grupo volta a atuar em outubro no circuito mundial, em etapas que ajudarão a formar a equipe para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

 

 

Frustrante, mas histórico

 

Seleção masculina brigou muito pela medalha de bronze contra os norte-americanos. Foto: Washington Alves/COB

 

 

Apesar da decepção de chegar tão perto do pódio e terminar com o quarto lugar, os homens conseguiram em Lima um resultado inédito para o rúgbi brasileiro. Na primeira participação em Jogos Pan-Americanos, na edição de Guadalajara 2011, os Tupis terminaram em sétimo. Quatro anos depois, em Toronto, ficaram em sexto.

 

 

Para o técnico e ex-jogador Fernando Portugal, a evolução deve continuar. “Obviamente a gente queria uma medalha. Seria algo inédito, histórico e estamos mordidos por não termos conseguido, mas não dá para tirar o mérito de todo mundo e do trabalho. Agora a vida continua. Temos outros torneios, outros desafios, e a gente vai seguir”, afirmou.

 

 

O caminho dos brasileiros teve início com o empate em 14 x 14 com o Chile, ainda na fase preliminar pelo Grupo A. Em seguida, a equipe aproveitou para marcar a maior quantidade possível de pontos contra a Guiana, fechando a partida com o placar de 59 x 0. Diante dos Estados Unidos, também na fase de grupos, a disputa foi acirrada, mas os brasileiros conseguiram superar os norte-americanos e fechar em 12 x 10.

 

 

Já na semifinal, no entanto, os Tupis não foram páreo para o Canadá, que levou a melhor por 35 x 5 e garantiu uma vaga na decisão. Assim, o Brasil seguiu para a disputa do bronze, novamente contra os Estados Unidos, superados na semifinal pela Argentina.

 

 

A exemplo do que aconteceu com as mulheres, a equipe masculina saiu na frente, abriu 19 x 7, e viu os rivais reagirem. Empatados em 19 x 19, os times seguiram para a disputada morte súbita, quando os Estados Unidos conseguiram a jogada decisiva para fechar o duelo em 24 x 19.

 

 

“A gente esperava uma medalha, mas a entrega nesse jogo representou uma medalha. Entregamos tudo o que podemos até o fim e sabemos que isso é o começo de uma longa história. O grupo está muito bom e a gente acredita nos próximos objetivos”, comentou o jogador Daniel Sancery. Vice-campeões no Pré-Olímpico, os Tupis ainda brigam pela vaga em Tóquio em uma repescagem no ano que vem.

 

 

 

Da Redação com informações de Ana Cláudia Felizola, de Lima, no Peru – rededoesporte.gov.br