Campeonato Sul-Americano de Atletismo 2019 – Lima(Peru): Com 44 medalhas e 15 ouros, Brasil batiza estrutura do Pan de Lima no Sul-Americano

Delegação nacional brilhou no sul-americano. Foram 15 medalhas de ouro. Foto: Wagner Carmo/CBAt (Photo Wagner Carmo / CBAt)

 

 

O Brasil manteve a sua longa hegemonia no 51º Campeonato Sul-Americano de Atletismo, encerrado neste domingo (26.05), no novo Estádio de La Videna, em Lima, no Peru. A equipe brasileira, composta por 60 atletas, conquistou os três principais troféus da competição – masculino, feminino e geral – e fez festa na pista, que abrigará o torneio de atletismo dos Jogos Pan-Americanos de Lima, de 27 de julho a 11 de agosto.

 

 

A equipe brasileira somou 377 pontos na classificação geral, sendo 180 no masculino e 197 no feminino. A Colômbia ficou em segundo, com 288, seguida da Venezuela, com 153. Foi a 32ª vitória do Brasil em 51 edições, a 24ª consecutiva. No feminino, foram 40 competições na história, sendo que a Seleção também ganhou 32 – a 25ª conquista consecutiva em Lima. O saldo nacional foi de 44 medalhas nos três dias de competição, sendo 15 de ouro, 19 de prata e 10 de bronze.

 

 

 

Rosa repete índice

 

 

 

A velocista carioca Vitória Rosa voltou a brilhar ao vencer os 200m, com 22s90, depois de ter ganhado na sexta-feira os 100m com 11s24, repetindo nas duas provas os índices exigidos para o Mundial de Doha, no fim de setembro. Vitória só foi poupada do revezamento 4 x 100 m porque viajou direto da Ásia, onde competiu no dia 18.05, em Xangai, na China, para Lima.

 

 

 

“A Vitória está amadurecendo. É uma atleta jovem, em franca evolução e com potencial para evoluir. Vai fazendo resultados, adquirindo confiança. Esta foi a primeira competição forte da Vitória neste ano nos 200m”, comentou o técnico Katsuhico Nakaya. “Ela está numa lista de espera para correr os 200m na Liga Diamante de Oslo, na Noruega, no dia 13 de junho.”

 

 

 

A velocista, porém, já tem duas participações confirmadas nos 100m da Liga Diamante: em Roma (ITA), dia 6 de junho, e em Rabat, no Marrocos, em 16 de junho. “A corrida de Xangai em que ela foi bem (foi 4ª, com 11s16), abriu as portas para as demais provas”, disse o treinador.

 

 

 

Outro destaque do último dia de competições foi o paulista Altobeli Silva, ouro nos 5.000m, com 13min50s08. Altobeli já havia ganho a prata nos 3.000m com obstáculos no sábado, com 8min38s43.

 

 

 

“Foi mantida a hegemonia do atletismo do Brasil no Sul-Americano, o que é muito importante porque sabemos que países como Colômbia, Equador e Venezuela, mesmo com a crise, estão crescendo no atletismo. Foram 15 ouros e muitos fizeram a melhor marca do ano, o que é bom indicativo para os Jogos Pan-Americanos”, afirmou o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Warlindo Carneiro da Silva Filho. “No Pan teremos, claro, Canadá, Estados Unidos e Cuba, mas também estaremos com uma equipe ainda mais forte. O estádio é belíssimo”, completou.

 

 

Darlan confirma favoritismo

 

 

No sábado, o catarinense Darlan Romani confirmou seu favoritismo e conquistou o ouro na prova do arremesso do peso. Ele manteve a hegemonia continental com 21m, a 2cm do seu recorde do torneio, obtido em 2017, em Assunção, no Paraguai.

 

 

 

Darlan fez dobradinha com Willian Dourado, medalha de prata, com 19,09m. O campeão sul-americano não volta ao Brasil. Ele segue direto para León, na Espanha, para um Camping Internacional de Treinamento e Competição de dois meses. No dia 6 de junho ele tem na agenda a etapa de Roma da Liga Diamante. Darlan ocupa o terceiro lugar no Ranking Mundial da IAAF de 2019, com 21,83m.

 

 

O atleta do Pinheiros, orientado pelo especialista cubano Justo Navarro, nem se lembra mais de quantas vezes superou o índice de 20,70 m exigido para o Mundial de Doha. “O importante é sempre estar na casa dos 21m. O objetivo é manter essa regularidade.”

 

 

 

Outros destaques do sábado foram a catarinense Eliane Martins, ouro no salto em distância, com 6,71m, além da paranaense Tatiele Raquel da Silva, que venceu os 3.000m com obstáculos, com 9min45s52, e do juvenil Alison Brendon dos Santos, que foi o melhor nos 400m com barreiras, com 49s88.

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo)