Cultura: Morreu aos 76 anos o cantor norte-americano Ben E. King, que se imortalizou com a música Stand by Me

Ben E. King
Ben E. King

 

 

O cantor Ben E. King nasceu Benjamin Earl Nelson, em Henderson, 28 de setembro de 1938, morreu na quinta-feira de causas naturais aos 76 anos. Conhecido pelo grande público pelo êxito Stand by Me, é também autor de clássicos como Spanish Harlem, cantados por si e por músicos como Aretha Franklin, John Lennon ou os Mamas & the Papas.

 

O cantor começou a sua carreira na década de 1950 tocando com os Drifters, cujos êxitos There Goes My Baby (1959) ou Save The Last Dance For Me (1960) tinham a sua voz. Mas foi na década seguinte, mais precisamente com Stand by Me em 1961.

 

 

Stand by Me, cuja prevalência na cultura popular mundial muito agradava a King – “Tenho tanto orgulho que tenha resistido à passagem do tempo”, disse em uma entrevista em 2013, para o diário britânico Telegraph – foi a quarta canção mais tocada do século XX na rádio e televisão norte-americana, segundo as contas da BMI, uma associação dedicada aos direitos de autor na música, citada pela BBC.

 

 

 

A balada foi este ano integrada no Registo Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso dos EUA, uma listagem que preserva registos “cultura, histórica ou esteticamente importantes e/ou informam ou reflectem a vida nos Estados Unidos”. Stand by Me, segundo aquele organismo, “era a voz incandescente de King que a tornou um clássico”. Stand by Me foi escrita por King junto com Jerry Leiber e Mike Stoller.
 

 

 

 

Conheça um pouco mais sobre a carreira de Ben E. King

 
Ben E. King começou como cantor de soul no início dos Anos 60. Em 1958, Ben Nelson juntou-se a um grupo de “doo wop” chamado “The Five Crowns”. Mais tarde, naquele ano, o agente do “The Drifters” despediu todos os membros e trocou-os pelo pessoal do “The Five Crowns”. Nelson ajudou a escrever “There Goes My Baby”, o primeiro sucesso dessa nova versão dos “The Drifters”. Também fez o vocal solo em “Save the Last Dance for Me”, uma canção escrita por Doc Pomus e Mort Shuman. Cantou, também, em “Dance With Me”, “This Magic Moment”, “I Count the Tears” e “Lonely Winds”. Ben E. King gravou dez canções com o “The Drifters”.

 

 

Em 1960, ele deixou o “The Drifters” após não ter conseguido um aumento de salário. Neste ponto ele assumiu o nome de Ben E. King em preparação para a carreira solo. Permanecendo na Atlantic Records, King acertou em seu primeiro sucesso com estilo: a balada “Spanish Harlem” (1961). “Stand by Me” foi sua próxima gravação. Escrita por King junto com Jerry Leiber e Mike Stoller,

 

 

 

“Stand by Me” foi votada com uma das Canções do Século pela “Recording Industry Association of America”.

 

 

 

“Stand by Me” e “Spanish Harlem” foram nomeadas como duas das “500 Canções que Moldaram o Rock and Roll” pelo “The Rock and Roll Hall of Fame” e, ambas, ganharam um “Grammy Hall of Fame Award”.

 

 

 

Seus outros clássicos são “Don’t Play That Song (You Lied)” (que foi regravada por Aretha Franklin), “Love”, “Seven Letters”, “How Can I Forget”, “On the Horizon”, “Young Boy Blues”, e outras.

 

 

As gravações de King continuaram indo bem até 1964. As bandas pop inglesas começaram a dominar o cenário musical, mas King continuou a fazer sucesso no “R&B”. No verão de 1963, Ben E. King colocou uma canção entre as 30 mais: a poderosa “I (Who Have Nothing)”, (essa até o Status Quo regravou). Outros sucessos foram: “What is Soul?” (1967), “Supernatural Thing, part 1” (1975), e a reedição, em 1986, de “Stand by Me”, que foi parte da trilha-sonora do filme com o mesmo nome, chamado, no Brasil, de “Conta Comigo” (filme baseado no conto “The Body” de Stephen King).

 

 

Em 1998, gravou um álbum infantil intitulado “I Have Songs In My Pocket”, escrito e produzido por Bobby Susser, o qual ganhou um prêmio “Best Vacation Products Award For Children”. Em 2007, King apresentou “Stand By Me” no programa “Late Show with David Letterman”. Ahmet Ertegün disse que King tem uma das grandes vozes na história do Soul.

 

 

Até a sua morte, King trabalhava em sua fundação: a “Stand By Me Foundation”.

 

 

 

Da Redação com informações de Agências Internacionais e da Wikipedia