Cultura – Dia do Hip-Hop: São Paulo é berço nacional e preserva cultura Hip-Hop

Ações do governo paulista promovem a cultura hip-hop, baseada em quatro elementos principais: o DJ, a dança, a música e as artes – FOTO: DU AMORIM/A2FOTOGRAFIA

 

Nesta sexta-feira (11) são comemorados 44 anos da cultura hip-hop. Foi em 11 de agosto de 1973 que o DJ jamaicano Kool Herc comandou uma festa emblemática no Bronx, em Nova Iorque, que marcou o início dessa importante cultura, iniciada nos Estados Unidos e que chegou ao Brasil anos depois.

 

 

 

Já na década de 80, São Paulo abraçou o Hip-Hop e é considerado o berço dessa cultura no país. Além do DJ com a música Rap, outros três elementos se destacam no Hip-Hop: o MC, o mestre de cerimônia que assume o microfone; o break, estilo único de dança; e o grafitti, que espalha arte pelos muros das cidades.

 

 

 

Para preservar e promover o hip-hop, a Secretaria da Cultura mantém programas e projetos específicos. Por exemplo, no último mês de maio, um edital exclusivo, que contemplou 14 projetos, com financiamento de R$ 40 mil para cada proposta.

 

 

 

O edital de hip-hop previa projetos variados, a partir dos elementos fundamentais da cultura: o DJ, a dança, a música e as artes visuais. Na ocasião, 115 projetos foram apresentados na concorrência.

 

 

 

Além do edital exclusivo de hip-hop, que ainda contemplou mais 10 projetos em concurso para a realização de saraus culturais, o ProAC está com um edital aberto para artes multidisciplinares, que inclui o hip-hop entre manifestações aceita para projetos de até R$ 50 mil. Para concorrer é preciso se inscrever até 28 de agosto (veja mais informações aqui).

 

 

 

Além dos projetos, é comum elementos da cultura hip-hop estarem presentes na programação das Fábricas de Cultura. Por exemplo, entre 22 e 25 de agosto, a Oficina de rimas com a rapper Preta Rara vai ser realizada gratuitamente nas unidades do Capão Redondo, Jardim São Luís, Brasilândia, Vila Nova Cachoeirinha e Jaçanã.

 

 

 

Nesta oficina, os participantes conhecem a história do hip hop, passando por problemáticas como questões de gênero, machismo, genocídio da população negra, racismo, entre outros. O objetivo da atividade é despertar a criatividade de jovens e crianças, além de servir como ferramenta pedagógica.

 

 

 

 

“A ideia não é que os participantes cresçam e virem MC’s ou rappers, mas que possam ativar o lado criativo mesmo. No final da oficina eles apresentam um rap composto em conjunto, trabalhando também a questão do trabalho coletivo”, conta Preta Rara, que realiza a atividade desde 2012 estimula a presença de meninas na cultura hip-hop com ações também em escolas públicas, empresas e ONGs.

 

 

 

Anualmente a Assessoria para o Hip Hop realiza, durante as atividades do mês da Consciência Negra, o Encontro Paulista de Hip Hop, apresentando as diversas manifestações culturais do Hip Hop e em conectividade com as culturas que diretamente a influenciam.

 

 

 

Outra maneira de conhecer o hip-hop é acompanhar os encontros mensais que são realizados no Largo São Bento, na área externa da Estação São Bento do Metrô. O local é considerado o principal ponto de encontro do hip-hop nacional desde os anos 80 e atualmente é palco de apresentações, que preservam a raiz da dança e da música original do hip-hop.

 

 

 

Da Redação com informações provenientes do Portal do Governo do Estado de São Paulo