Bragança Paulista: O ​14º Festival de Arte Serrinha lança programação sob o tema “Ressonhar Mundos”

Festival Arte Serrinha
Festival Arte Serrinha

 

 

 

 

Sob o tema “Ressonhar Mundos”, acontece entre os dias 04 e 26 de julho o 14º Festival de Arte Serrinha, consagrado como um dos únicos festivais de arte multidisciplinar no Brasil. De acordo com o artista plástico Fábio Delduque, curador e diretor artístico do Festival desde a primeira edição, “o tema reflete a ideia da arte contribuindo positivamente para essa importante reflexão sobre o futuro do planeta”.

 

 

A programação deste ano trás nomes como Benjamim Taubkin, Mayra Andrade, Otto, Agnaldo Farias, coletivo BijaRI, Gal Oppido, Dudu Bertholini, para workshops, shows, exposições e mesas-redondas.

 

 

 

 

No entanto, nesta 14ª edição do festival, é a programação musical que ganha destaque por um projeto inédito: uma residência artística de 10 dias para músicos com Jaques Morelenbaum (violoncelista, compositor, arranjador e produtor), Benjamim Taubkin (pianista, arranjador e produtor) e o percussionista Marcos Suzano.

 

 

 

A residência contará, ainda, com a participação de músicos estrangeiros, como a cabo-verdiana Mayra Andrade, a coreana Kyungso Park, Sahib Pazajade (do Azerbaijão) e Antonio Arnedo, da Colômbia. Marcelo Machado, que dirigiu o documentário “Tropicália”, vai acompanhar a experiência para fazer um filme sobre o assunto.
 

 

Confira a programação completa do “14º Festival de Arte Serrinha – Ressonhar Mundos”

 

 

 

Residências, Oficinas e Vivências

 

  • {6 a 10 de julho}: residência de artes visuais com orientação do crítico de arte e curador Agnaldo Farias e da artista Dora Longo Bahia.
  • {6 a 11 de julho}: workshop de projeções mapeadas e instalação na floresta com orientação do coletivo BijaRi.
  • {6 a 21 de julho}: residência artística com Daniel Acosta e Alberto Baraya e curadoria de Agnaldo Farias
  • {10 a 19 de julho}: residência musical com Jaques Morelenbaum (violoncelo), Benjamim Taukbkin (piano), Sascha Amback (teclado/piano), Marcos Suzano (percussão), Jovi Joviniano (percussão), Meno Del Picchia (baixo), Carlos Malta (flautas, clarinete e saxofone), Antonio Arnedo (Colômbia), Sahib Pazajade (Azerbaijão), Kyungso Park (Coreia), Mayra Andrade (Cabo Verde/França)
  • {14 a 16 de julho}: oficina de música com Jaques Morelenbaum, Marcos Suzano e Benjamim Taubkin
  • {14 a 18 de julho}: oficina Rádio Serrinha com a jornalista Patrícia Palumbo.
  • {21 a 26 de julho}: vivência de fotografia com Gal Oppido.
  • {21 a 23 de julho}: vivencia de teatro com o ator e diretor Guilherme Leme
  • {23 a 25 de julho}: vivência de dança com o coreógrafo Diogo Granato
  • {22 a 25 de julho}: vivência em moda e performance com Dudu Bertholini, Ricardo de Castro, Fabio Gurjao, Caro Gold e Lau Neves.

 

 

 

Mesas e Debates

 

 

  • {8 de julho}: Mediação e Arte Contemporânea, com o artista plástico Bené Fonteles e a arte-educadora Gisa Picosque – mediação Agnaldo Farias
  • {15 de julho}: Ciranda da Serrinha – Música do Mundo, Musica Daqui , com Patrícia Palumbo e convidados
  • {23 de julho}: Dudu Bertholini, Gal Oppido, Guilherme Leme e Diogo Granato – Mediaçao Diogenes Moura

 

 

 

Performance

 

  • Monologo Diogenes Moura – 24 de julho

 

 

Cinema na Serrinha

  • Tropicalia – Marcelo Machado – 16 de julho

 

Cine Rancho :

  • Sangue Azul – Lirio Ferreira
  • Lobo Atras da Porta – Fernando Coimbra
  • Uma Historia de Amor e Furia – Luiz Bolognesi
  • Trinta – Paulo Machline

 

 

SHOWS GALPÃO BUSCA VIDA

 

  • {04 de julho} Tata Aeroplano e Canções Velhas para Embrulhar Peixes
  • {11 de julho} Criolina
  • {18 de julho} Márcia Castro e Mayra Andrade
  • {25 de julho} Otto

 

 

SHOW DE ENCERRAMENTO NO TEATRO RURAL

 

  • {26 de julho} Alzira Espíndola

 

 

 

Sobre o Galpão Busca Vida: fica num sítio da região onde, desde 1998, a antiga leiteria funciona como pizzaria, cachaçaria e casa de espetáculos. A decoração, que manteve elementos do sítio, é altamente cênica e aproveitou-se de partes de cenários de teatro, antiguidades, obras de arte. Com muita improvisação e bom gosto, é uma casa absolutamente única e original. Nasceu ali a cachaça Busca Vida, famosa no Brasil inteiro.

 

 

 

Sobre o Teatro Rural: Fica no Sitio Santo Antônio, próximo ao Galpão Busca Vida. Com apenas 60 lugares e construído com materiais reciclados, foi idealizado por Carlos de Oliveira, mesmo proprietário do Galpão Busca Vida, e teve o projeto concebido em parceria com Fabio Delduque. É uma alternativa cultural para a comunidade da Serrinha. Aqui, durante o Festival, acontecem algumas peças de teatro e apresentações musicais.

 

 

 

 

Mais informações sobre o festival: o festival nasceu da inquietação sobre os rumos de uma região que vive um processo acelerado e desorganizado de transformação; da motivação de reconstituir o espaço natural e fortalecer as relações entre as pessoas e o ambiente. E, feito tudo isso, produzir reverberações positivas – independentemente da escala que elas alcancem. O núcleo irradiador de todos os acontecimentos se divide entre a Fazenda Serrinha e o Sítio Santo Antônio, onde funciona o Galpão Busca Vida e o Teatro Rural, ambos no bairro da Serrinha, zona rural de Bragança Paulista, São Paulo. Espaços vizinhos e irmãos, todos os anos, por um mês durante o inverno, abraçam, acolhem e iluminam toda a gente que chega de fora, convidando-a a experimentar. Sem interferências, sem perturbações, a Serrinha abre-se para a criação.

 

 

 

Trata-se de um laboratório aberto a experiências artísticas que têm na natureza a matéria principal, uma obra em contínuo processo de construção – nas oficinas, nos debates, nos encontros informais, nos períodos de residência artística –, em que se estimulam a produção e as múltiplas possibilidades de interação entre as artes, e delas com a paisagem.

 

 

 

 

Sobre a Fazenda Serrinha: A Fazenda Serrinha é onde acontecem as oficinas, residências artísticas, debates e performances. Propriedade de café centenária, em 2001 foi reconhecida pelo Ibama (atual ICMBio) como reserva ecológica particular. Funciona como centro de vivências e experimentações culturais e ambientais. Em seus 113 hectares, há um parque de instalações em processo de criação. A fazenda conta com pousada, alojamento, restaurante, bar, diversas trilhas e mirantes. Possui ainda dois ateliês e uma sala de aula, mas muitas das atividades do festival se apropriam dos ambientes externos.

 

 

 

Parque de Instalações: o Parque de Instalações da Serrinha é formado por 11 obras desenvolvidas durante edições anteriores dos festivais. Com entrada gratuita, o acervo a céu aberto tem trabalhos de importantes artistas brasileiros: Eduardo Srur, Aguilar, Luiz Hermano, Bené Fonteles, Fernando Limberger, Coletivo Bijari, Gustavo Godoy, Fabio Delduque, Hugo França e Humberto Brasil.

 

 

 

As obras estão em harmonia com o processo de restauração da Mata Atlântica, da biodiversidade e dos processos naturais, ou seja, cada intervenção humana realizada na fazenda é pensada, planejada e executada partindo da premissa de que seu resultado deve produzir o mínimo impacto sobre o ambiente ou, preferencialmente, trazer–lhe benefícios. Unidas a uma tradição que teve início nos anos 1960, estas obras não se encaixariam mais nos espaços neutros dos museus e galerias de arte. São trabalhos que por ocuparem a paisagem, ampliam as possibilidades de percepção, estética e se abrem a relações múltiplas de interação não apenas com as pessoas, mas também com todo o entorno. Construídas especificamente para aqueles espaços, as obras possuem caráter dinâmico e vivo, ao incorporar a ação do tempo na sua constituição. O projeto do parque de instalações inclui um programa de formação de educadores para atender as visitas agendadas de escolas estaduais da região. Instalações permanentes:

 

 

 

  • Aguilar Eu te como
  • Luiz Hermano Enquadrando a paisagem
  • Bené Fonteles A Grande espiral
  • Fernando Limberger Fértil
  • Bijari Mula sem cabeça
  • Gustavo Godoy [I]mobiliário
  • Eduardo Srur Nau
  • Humberto Brasil sem título
  • Fabio Delduque Casulo
  • Hugo França – diversas peças de mobiliário

 

 

 

Fonte: Da Redação com informações provenientes de Agências Nacionais