Saúde: Fiocruz inicia 3° Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas

Fiocruz inicia 3° Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas
Fiocruz inicia 3° Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas

 

 

Há um ano (maio de 2014), o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) foi escolhido, por meio de concorrência em edital da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do Ministério da Justiça, para realizar o 3° Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira. O trabalho, que acontecerá em todo o território nacional, está sendo feito em parceria com diversos pesquisadores da Fundação e também de instituições externas, e conta com o apoio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec).

 

 
Este terceiro levantamento tem um diferencial: ele também terá como foco as áreas rurais, onde vivem 15% da população brasileira, e de fronteiras, uma vez que o Brasil faz divisa com outros países nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul. Para o pesquisador do Laboratório de Informação em Saúde (Lis/Icict), Francisco Inácio Bastos, coordenador nacional da pesquisa pela Fiocruz, “esse levantamento vai ser bem mais completo, ao incorporar plenamente essas questões específicas”.

 

 

 

Outro ponto destacado pelo pesquisador do Icict é que durante a pesquisa além de perguntas diretas aos entrevistados sobre aspectos de uso, eles também serão indagados sobre suas redes pessoais: “nós perguntamos sobre as características das pessoas com quem ela tem contato, que são as redes de cada pessoa, e definimos uma estratégia de estimação que chamamos de estimativa indireta”, explicou Bastos.

 

 

 

A pesquisa já está acontecendo em várias cidades brasileiras e será a maior já realizada no país, superando a Pesquisa Nacional sobre o Uso de Crack, também realizada pelo Icict/Fiocruz. Aproximadamente 400 pesquisadores estarão pelas cidades brasileiras indo aos domicílios para entrevistar cerca de 20 mil pessoas. A coleta de informações deverá ser concluída em setembro, a seguir começa as tabulações dos dados, seguida de análise. Os resultados estão previstos para 2016.

 

 

 

Neilane Bertoni, vice-coordenadora do inquérito e pesquisadora associada do Laboratório, destaca o papel da equipe que estará em campo realizando as entrevistas: “eles irão aos domicílios, uniformizados com camisas e crachás da pesquisa, e entregarão cartas nos domicílios selecionados e todas as informações necessárias para que os moradores possam identificá-los”. Em caso de dúvida, a população poderá ligar para a coordenação do projeto, que está sediada na Fiocruz, no Rio de Janeiro (telefone 21 3865-3292), e confirmar a identificação das equipes que estão nas ruas.

 

 

 

 

A pesquisadora faz questão de deixar claro que a pesquisa não é só para verificar o consumo de drogas pela população, mas é “fundamentalmente, para verificar o impacto das drogas na saúde da população”, e, assim, traçar estratégias na área de saúde para enfrentar o problema. Francisco Inácio Bastos também ressalta a importância de encarar esse grave problema de saúde pública: “o único modo de enfrentá-lo é dispor de dados de qualidade, portanto, cada entrevistado está dando a sua contribuição para o avanço do conhecimento, já que essas questões afetam a todos, indivíduos, famílias e sociedade, no Brasil e nos mais diversos países em todo o mundo.”

 

 

 

 

Da Redação com informações provenientes de Fio Cruz www.agencia.fiocruz.br