Política: Senado aprova fim das coligações em eleições proporcionais; proposta segue para Câmara

Eduardo Cunha e Renan acertaram uma agenda comum entre as duas Casas do Congresso. A reforma política é um dos temas principais. - Foto: J.Batista/Câmara dos Deputados
Eduardo Cunha e Renan acertaram uma agenda comum entre as duas Casas do Congresso. A reforma política é um dos temas principais. – Foto: J.Batista/Câmara dos Deputados

 

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (24), em segundo turno, o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais, em que são eleitos os deputados federais, estaduais e distritais e os vereadores.

 

 

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 40/11, do ex-senador José Sarney (PMDB-AP), havia sido aprovada em primeiro turno há duas semanas e faz parte de um grupo de matérias relacionadas à reforma política selecionadas pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, e pelos líderes partidários.

 

 

Foram 62 votos a favor e apenas três contrários, além de uma abstenção. A matéria será analisada ainda pela Câmara dos Deputados. Pela proposta, somente serão admitidas coligações nas eleições majoritárias – para senador, prefeito, governador e presidente da República. Fica assim proibida a coligação nas eleições proporcionais.

 

 

Articulação

 

 

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) elogiou a iniciativa de Renan em trazer para o Plenário do Senado temas da reforma política. No entanto, o senador pediu uma articulação mais clara com a Câmara dos Deputados, para que uma matéria aprovada em uma Casa não fique esquecida em outra.

 

 

 

Ele lembrou que muitos projetos já foram aprovados no Senado e não tiveram andamento na Câmara, mas apoiou a PEC 40. “Esta matéria é extremamente relevante para que tenhamos partidos políticos conectados com a sociedade”, declarou.

 

 

 

Em resposta, Renan informou que, mais cedo, teve um encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em que ficou acertada uma agenda comum entre as duas Casas do Congresso, tendo a reforma política como um dos assuntos principais para o que definiu como “pauta expressa”.

 

 

 
Da Redação com informações da Agência Senado