Petrolão: Ex-gerente da refinaria de Abreu e Lima diz que não recebeu propina de Nakandakari

Glauco Legatti
Glauco Legatti

 

 

 

O ex-gerente geral da refinaria Abreu e Lima Glauco Legatti negou à CPI da Petrobras ter recebido propina do engenheiro Shinko Nakandakari, delator da Operação Lava Jato.

 

 

Em depoimento à Justiça, Nakandakari disse ter pago R$ 400 mil em espécie, pagamentos parcelados e entregues a ele pessoalmente nos hotéis Caesar Park e Sofitel, em São Paulo.

 

 

 

“Nego ter rebebido qualquer centavo”, afirmou Legatti. Ele disse que não entrou com ação contra Nakandakari por orientação de seus advogados, mas que se ofereceu para esclarecer isso pessoalmente ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, responsável pela Operação Lava Jato.

 

 

No processo judicial, Nakandakari disse que os pagamentos para Glauco Legatti “avançaram pelo ano de 2014, inclusive depois que a Operação Lava Jato foi deflagrada”.

 

 

Custos da construção

 

 

A refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, começou a operar no final do ano passado depois de ter consumido 18 bilhões de dólares em sua construção. O orçamento inicial era de 2,5 bilhões de dólares. Na semana passada a ex-presidente da Petrobras, Graça Foster, admitiu que foi um erro a divulgação desse dado e que uma estimativa mais realista de custos seria de cerca de 14 bilhões de dólares. Ela atribuiu o aumento do custo a sucessivas mudanças no projeto original.

 

 

 

No ano passado, a Petrobras apontou o ex-diretor Paulo Roberto Costa, outro delator da Operação Lava Jato, como responsável pelas mudanças nos projetos de construção da refinaria.

 

 

 

Outro delator da Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef, disse em depoimentos que a construção da refinaria rendeu pagamento de propina para partidos políticos, como o PP, o PSB e o PSDB, que negam a acusação.

 

 

 
Da Redação com informações da Agência Câmara Notícias