Economia: “Brasil pode perder grau de investimento se não fizer ajuste”, diz ministro da Fazenda.

Joaquim Levy
Joaquim Levy

 

 

 

Ao participar de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira (31), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, advertiu que ainda há risco de o Brasil perder o grau de investimentos, com consequências bastante fortes, se não fizer o ajuste fiscal. O país recebeu grau de investimento das agências Standard & Poor’s e Fitch Ratings em 2008 e da Moody’s em 2009.

 

 

 

Acompanhe aqui a apresentação do ministro da Fazenda. Na página da TV, basta clicar na guia “No ar” e assistir pelo Windows Media Player em seu computador.

 

 

 

Levy sugeriu atenção aos riscos e prontidão para responder de “maneira firme, efetiva e rápida”. Segundo ele, o custo de perder o grau de investimento “será altíssimo para o governo, que aumenta o custo da sua dívida; para as empresas, que terão mais dificuldades de financiar; e para o trabalhador, que obviamente vai viver num país com mais dificuldade, eventualmente até com turbulência”.

 

 

 

Conforme o ministro, companhias e investidores não podem colocar dinheiro em países que não tenham grau de investimento. Durante a audiência na CAE, ele apresentou um gráfico mostrando o crescimento do investimento estrangeiro direto a partir de 2010, quando as agências de classificação de risco melhoraram a avaliação do país.

 

 

 

O ministro disse que, para a preservação do emprego, é necessário colocar a dívida pública numa “trajetória sustentável”, capaz de mover o Brasil para o grupo da nota A, que permita a queda da taxa de juros de longo prazo.

 

 

 

Para evitar o rebaixamento, de acordo com o ministro, o Brasil precisa promover um ajuste fiscal com o objetivo de reverter a deterioração fiscal e das contas externas. Esse ajuste, acrescentou, baseia-se em três pontos principais: redução das despesas discricionárias para o nível de 2013; melhoria da qualidade do gasto do governo federal, inclusive com a reavaliação dos restos a pagar; e diminuição de renúncias fiscais e de redução de impostos.

 

 

 

Presidida pelo senador Delcídio do Amaral (PT-MS), a audiência integra uma série de debates sobre a crise econômica.

 

 

 

Da Redação com informações da Agência Senado