Política: Desemprego no Brasil é tema de audiência nesta quarta na Câmara Federal – 29/04/15

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua, o desemprego no trimestre encerrado em fevereiro é o maior indicador desde 2013 - TV CÂMARA
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua, o desemprego no trimestre encerrado em fevereiro é o maior indicador desde 2013 – TV CÂMARA

 

 

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no País subiu para 7,4% nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro


Executivos e sindicalistas ligados à construção e aos setores petroquímico e naval participam, nesta quarta-feira (29) de uma audiência pública sobre o atual cenário do desemprego no Brasil. O debate será promovido pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

 

 

“Notícias recentes demonstram considerado aumento na taxa de desemprego. A Organização Internacional do Trabalho relata que o desemprego no Brasil passou de 6,5% em 2013 para 6,8% em 2014. Neste ano, a taxa deve dar um novo salto e chegará a 7,1%”, contabiliza o deputado Lucas Vergílio (SD-GO), um dos parlamentares que pediu o debate.

 

 

 

Considerando a gravidade da situação, é de grande importância para essa comissão ouvir os representantes de empresas que geram empregos e de entidades sindicais sobre soluções que possam ser tomadas para combater esse aumento.”

 

 

Alguns empresários foram convidados para discutir o assunto: o presidente da Engevix, Cristiano Kok; e o diretor-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Construção (Sinicon/RJ), Petrônio Lerche Vieira, representando as empresas Queiroz Galvão, Odebrecht, Camargo Correa, OAS, UTC, Mendes Junior e Galvão Engenharia (todas investigadas pela Operação Lava Jato).

 

 

Na semana passada, uma audiência discutiu os efeitos da Lava Jato no índice de desemprego no País já que, por causa das investigações da Polícia Federal, a Petrobras suspendeu a contratação de diversas construtoras. Segundo o Sindicato das Indústrias da Construção Naval (Sinaval), se a estatal não retomar os investimentos, há risco de 40 mil demissões nos próximos quatro meses.

 

 

Vários sindicalistas também foram convidados para debater as atuais taxas de desemprego:

 

  • o presidente da Força Sindical, Miguel Torres;
  • o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas Moraes;
  • o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo;
  • o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah;
  • o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sincesp), Silvio Ciampaglia;
  • o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial (Sintepav-CE), Raimundo Nonato Gomes;
  • o coordenador-geral do Sindicato da Construção Civil de Camaçari (BA), Antonio Ubiraja Santos Souza;
  • o representante do Sindicato da Construção Civil de Candeias (BA), Antonio Bonifácio Alves dos Santos;
  • o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sitraicp–RJ), Nilson Duarte Costa;
  • o presidente e o vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval–DF), respectivamente, Ariovaldo Santana da Rocha e Carlos Eduardo Macedo;
  • o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Fenatracop), Wilmar Gomes dos Santos;
  • o presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), João Domingos Gomes dos Santos;
  • o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins; e
  • o vice-presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), José Reginaldo Inácio.

 

 

“A presença de representantes das centrais sindicais é essencial para entendermos o atual cenário do emprego no Brasil, já que eles são verdadeiras caixas de ressonância de todos os brasileiros afetados com as constantes dispensas”, avalia o deputado Augusto Coutinho (SD-PE), um dos parlamentares que propôs o debate.

 

 

Coutinho também sugeriu que o governo fosse ouvido. “O governo federal deve explicar as razões do aumento desta taxa em apenas um ano”, cobrou. Por isso, foram convidados representantes dos ministérios do Trabalho e Emprego; e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

 

 

A audiência será realizada às 14h30, em local a definir.

 
Da Redação da Agência Câmara Notícias