Petrolão: Tesoureiro do PT continua a depor à CPI da Petrobras.

João Vaccari Neto
João Vaccari Neto

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, começou sua exposição à CPI da Petrobras dizendo que as doações de campanha oficiais feitas por empresas investigadas pela Operação Lava Jato na campanha eleitoral de 2010 não representam peso excessivo no total arrecadado.

 

 

Segundo Vaccari, as doações das empresas investigadas, em 2010, totalizaram R$ 135 milhões. Ele se baseou em reportagem do jornal O Estado de São Paulo, segundo a qual, em 2010, os percentuais de doações dessas empresas aos partidos foram os seguintes:

 

  • PMDB – 24%
  • PT – 23%
  • PSDB – 20%
  • PSB – 14%.

 

 

“As doações feitas por empresas investigadas foram equivalentes às de outras empresas”, disse Vaccari.

 

 

Ao responder perguntas do relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), que essa tarefa não era do secretário de Finanças do PT, cargo que ele assumiu apenas em 2010.

 

Ele explicou que, em 2007, o secretário de Finanças deixou de ser responsável pelo comitê eleitoral de campanha. “E não fui responsável pelo comitê eleitoral de Dilma em 2006 e 2010. Nem em 2002, na campanha do Lula”, disse.

 

 

Segundo denúncia do Ministério Público, Vaccari recebeu propinas de empresas contratadas pela Petrobras. Ele nega.

 

 

 

Ele admitiu conhecer os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Operação Lava Jato, e o Renato Duque, acusado de receber propinas, mas disse que nunca tratou de questões financeiras com nenhum dos dois.

 

 

 

Ele admitiu ainda que conheceu o ex-gerente de Tecnologia Pedro Barusco, que acusa Vaccari de receber propinas. “Eu o conheci em um jantar, depois que ele estava aposentado, e nunca tratei de dinheiro com ele”, disse.

 

 

Da Redação com informações da Agência Câmara Notícias