Petrolão: Renato Duque se ofende ao ser confundido com Pedro Barusco

Renato Duque depõe na CPI
Renato Duque depõe na CPI

 

O ex-diretor da Petrobras Renato Duque se mostrou ofendido ao ser confundido com o ex-gerente da estatal Pedro Barusco durante depoimento à CPI da Petrobras.

 

 

Depois de quase duas horas de depoimento, em que ele se recusou a responder todas as perguntas feitas pelos deputados, a única frase do ex-diretor da Petrobras que fugiu à variação de “calo-me por direito” foi: “Não me confunda com Pedro Barusco”.

 

 

 

Ele disse isso durante pergunta feita pelo sub-relator da CPI, deputado Altineu Cortes (PR-RJ), que apelou para o exemplo de Barusco, que concordou em fazer uma delação premiada a respeito das irregularidades na Petrobras. “O senhor será marcado como um dos maiores corruptos do Brasil. Vai ser máscara de carnaval. O senhor está perdendo uma oportunidade. Sua esposa e seus filhos vão passar um grande constrangimento para o resto da vida”, disse o deputado, antes de chamá-lo de Barusco por engano.

 

 

 

Barusco, em depoimento à CPI, disse que começou a dividir propinas com Renato Duque em 2007, quando a Petrobras fez um contrato com a empresa holandesa SBM para o fornecimento de um navio-plataforma chamado P57, no valor de R$ 1,25 bilhão. Barusco era então gerente-executivo de Engenharia e recebeu 1% do total entre 2007 e 2010. Segundo ele, a propina paga pelas empresas contratadas pela Petrobras era dividida da seguinte maneira: metade ia para ele e Renato Duque e a outra metade ia para João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. Barusco disse que, na época, era amigo de Duque.

 

 

 
Da Redação com informações da Agência Câmara Notícias