Petrolão: Refinarias Premium I e II não foram canceladas por causa da Lava Jato, diz diretor da Petrobras.

Refinarias Premium I e II
Refinarias Premium I e II

 

A decisão da Petrobras de cancelar a construção de duas unidades de refino no Maranhão e no Ceará (Premium I e II) não tem relação com os efeitos da Operação Lava Jato, que investiga corrupção na companhia e em empresas que trabalham para ela. A afirmação foi feita pelo diretor de Abastecimento da Petrobras, Jorge Celestino Ramos, na audiência pública realizada pela comissão externa que analisa a suspensão dos dois investimentos. A reunião foi encerrada há pouco.

 

 

Segundo ele, somente a retomada do crescimento mundial e a melhora nos preços do petróleo e dos refinados poderá levar a companhia a retomar projetos de construção de novas refinarias no País.

 

 

“Na medida em que as margens de refino se reposicionam e tenho financiamento, tenho mercado em expansão, posso voltar a rediscutir os projetos”, afirmou Ramos após pergunta do deputado Chico Lopes (PCdoB-CE). Ele disse também que, no cenário atual, e sem parceiro para os empreendimentos, a Petrobras não tem interesse em retomar os projetos.

 

 

 

O diretor da Petrobras afirmou também que o prejuízo já declarado com o cancelamento da obra do Maranhão, de cerca de R$ 2,1 bilhões, representa entre 1% e 2% do custo global da unidade. No total, a companhia declarou perdas de R$ 2,7 bilhões com o encerramento dos dois projetos, que se destinavam a construir unidades de refino para produção de processados como óleo diesel, gás de cozinha e querosene de aviação.

 

 

 

O prejuízo refere-se principalmente aos projetos e às obras de terraplenagem realizadas nos terrenos cedidos pelos governos estaduais, que ficam nas cidades de Bacabeira (MA) e Caucaia (CE).

 

 
Da Redação com informações da Agência Câmara Notícias