Petrolão: Graça Foster diz que corrupção na Petrobras não era sistêmica nem institucionalizada

Graça Foster
Graça Foster

 

A ex-presidente da Petrobras Maria das Graças Foster disse à CPI que investiga irregularidades na empresa que a corrupção na companhia não era sistêmica nem institucionalizada.

 

 

“Eu concordo com o ex-presidente (da Petrobras) José Sérgio Gabrielli, que disse isso à CPI”, disse ela. Graça Foster afirmou que só foi informada de um esquema de corrupção na empresa quando foi deflagrada a Operação Lava Jato. “O mecanismo de controle interno nunca detectou suspeitas de cartelização nem de sobrepreço nos contratos até então.”

 

 

 

A partir da Operação Lava Jato, segundo ela, a Price Waterhouse, que faz auditoria externa da estatal, recomendou a criação de uma comissão interna para investigar as suspeitar de corrupção. Essa comissão foi criada e duas empresas contratadas para fazer uma investigação interna, a TRW e a Gibson. “Os resultados dessa investigação ainda devem demorar dois anos”, informou.

 

 

Graça Foster disse que a Petrobras merecia um gestor melhor que ela. “Alguém que identificasse esse tipo de caso de corrupção”, disse ela.

 

 

O deputado Aluisio Mendes (PSDC-AM) perguntou à ex-presidente da Petrobras se ela não tinha percebido sinais exteriores de riqueza da parte dos ex-dirigentes que admitiram ter recebido propinas de empresas contratadas pela estatal: Paulo Roberto Costa e Pedro Bariusco. “Eu não tinha contato nenhum com eles fora da Petrobras”, respondeu ela.

 

 

Graça Foster disse também que nunca viu o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, apontado como destinatário de pagamento de propina. “Nunca o vi na Petrobras nem em lugar nenhum, só na TV”, disse ela.

 

 
Da Redação com fonte da Agência Câmara Notícias