Lava-Jato: Prisão de João Vaccari Neto repercute no Plenário da Câmara dos Deputados.

João Vaccari Neto foi preso nesta quarta-feira pela Polícia Federal, em nova etapa da Operação Lava Jato. - Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
João Vaccari Neto foi preso nesta quarta-feira pela Polícia Federal, em nova etapa da Operação Lava Jato. – Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

 

A prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, repercutiu no Plenário da Câmara dos Deputados. Falando em nome da liderança da Minoria, o deputado Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM) disse que o País está sendo passado a limpo pela Operação Lava Jato e criticou o PT. “O governo e o PT insistiram em dizer que não havia envolvimento de integrante do partido nos desvios da Petrobras, mas o tesoureiro está preso”, disse.

 

 

O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), lembrou que as suspeitas sobre a conduta de Vaccari existem desde 2010, quando ele estava à frente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). “Ele quebrou o Bancoop em 2010, prejudicando os trabalhadores, mas assegurou para ele e sua cunhada um apartamento”, disse.

 

 

 

O líder do PT, deputado Sibá Machado (AC), saiu em defesa do tesoureiro, afastado pelo partido nesta quarta. “Quero chamar atenção à arbitrariedade da forma com que foi feita a prisão de João Vaccari Neto. Não há qualquer possibilidade de ele estar tentando destruir qualquer prova, ameaçando testemunha. Tem a sua rotina normal”, disse.

 

 

Ameaça às investigações

 

Vaccari foi preso nesta quarta-feira pela Polícia Federal, em nova etapa da Operação Lava Jato. A cunhada do tesoureiro, Marice Correia de Lima, também foi presa. A mulher dele, Giselda Rose de Lima, é alvo de um mandado de condução coercitiva.

 

 

 

Segundo o despacho que determinou a prisão, Vaccari foi preso porque, como continuava na tesouraria do partido, poderia continuar incorrendo em crimes ou atrapalhar as investigações.

 

 

 

Contra Vaccari há denúncias de recebimento de propina feitas por delatores do esquema de corrupção da Petrobras: o ex-gerente Pedro Barusco e o doleiro Alberto Youssef. À CPI, Vaccari afirmou que todas as doações recebidas pelo PT são legais e registradas na Justiça.

 

 

Da Redação com informações da Agência Câmara Notícias