Trensalão: Justiça Paulista aceita denuncia contra as empresas envolvidas no escândalo de Trens da CPTM durante os governos do PSDB

Trens da CPTM
Trens da CPTM

 

O Ministério Público Paulista conseguiu que a Justiça aceitasse a denuncia contra as 11 empresas suspeitas de integrar um cartel para conseguir os contratos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

 

 

Esta ação corresponde aos contratos entre a  CPTM e as empresas denunciadas no período de 2000 a 2007 durante os governos do PSDB Mário Covas, Geraldo Alckmin, e José Serra, e de Claudio Lembo do PFL.

 

 

Conforme apurações,  as empresas multinacionais denunciadas se uniram para formar um cartel para fraudar as licitações. Os promotores analisaram  três contratos para a manutenção preventiva de trens da companhia.

 

 

 

O esquema de corrupção era muito simples, como revela o MP. Quando a licitação era anunciada, as empresas se reuniam e negociavam quem venceria a concorrência, e as demais

 

 

 

O MP diz que o esquema era simples. Quando a licitação era lançada, as empresas negociavam entre elas qual o consórcio ou empresa venceria a disputa. E, para isso, os demais  se comprometiam a apresentar propostas com preços maiores.  Foram denunciados 30 executivos das empresas envolvidas no esquema, como também foi solicitado o fechamento dos escritórios das mesmas  no Brasil, porque elas não agiam de boa-fé na execução dos contratos. O MP também quer que as empresas paguem uma indenização de quase R$ 2,5 bilhões ao Estado.

 

 

 

As empresas denunciadas são Siemens, Alstom, Bombardier, Mitsui, Temoinsa, Tejofran, MPE, MGE, Ttrans e CAF (a espanhola e sua filial brasileira).

 

 

 

 

A investigação de irregularidades nas licitações dos trens do Metrô e da CPTM começou a partir de um acordo de leniência (ajuda nas investigações) feito em 2013 entre umas das empresas acusadas de participar do suposto cartel, a Siemens, e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão ligado ao Ministério da Justiça.

 

 

 

O desdobramento das investigações mostrou, no entanto, que o esquema poderia estar funcionando muito antes da denúncia feita pela Siemens. O suposto pagamento de propinas a governos no Brasil pela empresa Alstom teria tido início em 1997, segundo apuração iniciada pela Justiça da Suíça.

 

 

 

Da Redação com informações de Agências Nacionais