Justiça: Polícia apreende segundo suspeito de participação na morte de ciclista no Rio

Jaime Gold
Jaime Gold

 

 

 

Policiais da Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, apreenderam hoje (27) um outro adolescente, de 15 anos, que teria participado da morte do médico Jaime Gold, 57 anos, quando pedalava na ciclovia da Lagoa Rodrigo de Freitas, na terça-feira da semana passada (19).

 

De acordo com a delegada Patrícia Aguiar, encarregada do inquérito, o adolescente apreendido contou em detalhes como tudo teria ocorrido no dia do crime. Ele disse que o primeiro jovem apreendido em Manguinhos foi quem desferiu os golpes de faca que mataram o cardiologista.

 

 
A policial disse que a faca estava com o primeiro adolescente apreendido e, devido à reação do cardiologista, na hora da abordagem, ele esfaqueou o médico pelas costas. Em seguida, pegaram os pertences da vítima e o jovem apreendido hoje levou a bicicleta do médico da Lagoa para o bairro do Jacaré, na zona norte, onde a bicicleta foi deixada, mas ainda não foi localizada pela polícia.

 

 

 

A delegada informou ainda que a faca suja de sangue foi entregue ao menor apreendido e que ele se desfez dela na altura do Eixo Maracanã.

 
A Justiça ouviu hoje o adolescente de 16 anos, preso em Manguinhos, suspeito de participação do assalto que provocou a morte do médico Jaime Gold. Ele negou novamente qualquer envolvimento com o crime. Na audiência no Fórum Regional da Leopoldina, em Olaria, subúrbio do Rio, a juíza Cristina de Araújo Góes definiu que o jovem continuará mantido internado em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

 

 

 

 

O cardiologista foi esfaqueado pelas costas, por dois adolescentes, quando pedalava na ciclovia da Lagoa, zona sul do Rio, na noite do último dia 19.

 

 

 

A juíza marcará uma nova audiência, ainda sem data definida, quando serão ouvidas as testemunhas e será feita a produção de provas. A defesa do jovem definirá dentro de três dias quem será trazido para depor a favor do adolescente.

 

 

 

 

O advogado de defesa, Alberto Oliveira Junior, disse que as pessoas da comunidade de Manguinhos, onde o jovem reside com a mãe, acreditam na inocência dele e, caso preciso, alguns moradores do local podem ser chamados para testemunhar a favor dele.

 

 

 

 

“A gente deixa claro que ele não esteve na Lagoa. Vai ficar provado que ele não estava no local do crime”, disse. “É inconcebível a pessoa ser reconhecida por uma foto”. Ele acredita que foi prematura a apreensão do jovem. “Se ele não fosse negro e pobre, ele não estaria preso.”

 

 

 
Da Redação com informações provenientes da Agência Brasil