Economia: Brasil e EUA firmam acordos de comércio bilateral

Comércio Brasil e EUA
Comércio Brasil e EUA

 

 

 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Departamento de Comércio dos Estados Unidos (DoC) finalizaram nesta quinta-feira (19) mais uma rodada de reuniões do Diálogo Comercial com resultados concretos para o avanço da relação bilateral comercial. Um memorando de facilitação de comércio foi assinado pelos dois países.

 

 

 

Além disso, acordos dos setores público e privado com vistas à convergência regulatória também avançaram de forma inédita. As conquistas são resultado da visita oficial do ministro Armando Monteiro aos Estados Unidos, nos dias 11 e 12 de fevereiro.

 

 

Mercado prioritário

 

 

 

“Os Estados Unidos são um mercado prioritário para o Brasil. Em fevereiro, os dois países haviam definido que a facilitação de negócios e convergência regulatória seriam os temas principais e já avançamos nas duas áreas, de forma inédita. Queremos facilitar e ampliar o comércio bilateral”, comemorou Monteiro.

 

 

 

Os secretários de Comercio Exterior do Brasil, Daniel Godinho, e dos Estados Unidos, Kenneth Hyatt, assinaram, nessa quinta-feira (19), Memorando Bilateral sobre Facilitação de Comércio. O documento estabelece linhas de ação conjuntas e concretas de cooperação entre os dois países. A assinatura ocorreu na sede da Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber of Commerce), em Washington, D.C.

 

 

 

Pelo acordo, Brasil e Estados Unidos identificarão os setores econômicos promissores – que tenham condições de avançar comercialmente por meio de políticas de facilitação – e adotarão ações concretas em parceria com o setor privado para simplificar ou reduzir exigências e burocracias. Os governos dos dois países pretendem, assim, reduzir custos e prazos do comércio bilateral, expandindo-o.

 

 

Convergência regulatória

 

 

 

Outro grande avanço das rodadas do Diálogo Comercial teve foco na questão da convergência regulatória. Pela primeira vez, reuniram-se os principais atores para a tomada de decisões sobre o tema em uma mesma mesa: governos federais de Brasil e Estados Unidos, órgãos regulatórios dos dois países, órgãos normatizadores dos dois países e setores privados dos dois países.

 

 

 

Assim, ficaram definidas agendas de trabalho setoriais/bilaterais para unificar exigências, padrões e se chegar a acordos setoriais de convergência e reconhecimento mútuo.

 

 

 

O primeiro acordo já foi assinado nessa primeira rodada de reuniões: a Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer) e a Tile Council of North America (TCNA), entidades representativas do setor no Brasil e nos Estados Unidos, firmaram protocolo, estabelecendo processo e etapas para se alcançar a convergência regulatória do setor, com foco na harmonização de normas técnicas.

 

 

“Os acordos que foram assinados com os Estados Unidos são muito importantes para o setor de cerâmica, e ainda mais para o Brasil. Todas as formas de fortalecimento da relação comercial Brasil-Estados Unidos são válidas”, afirmou o presidente da Anfacer, Antônio Kieling.

 

 

As discussões priorizam ainda outros setores, entre os quais máquinas, equipamentos e têxtil. As partes acordaram em trabalhar em agendas setoriais, com acompanhamento dos governos, para gerar resultados concretos.

 

 

 

Por fim, ainda no tema da convergência regulatória, houve avanços no compartilhamento de informações e padronização. Inmetro e ABNT assinaram acordo de adesão ao portal da Ansi, que já contava com a participação de países como Índia, China e Coreia do Sul.

 

 

 

Trata-se de iniciativa conjunta para intercâmbio e compartilhamento de informações técnicas para padronização do comércio bilateral. Assim, o setor privado terá rápido acesso a informações muito relevantes para o comércio bilateral.

 

 

Guias setoriais

 

 

 

Além disso, Inmetro e Nist decidiram que serão produzidos guias setoriais para melhor entendimento dos sistemas regulatórios dos dois países. O material facilitará o entendimento acerca das peculiaridades de ambos os sistemas e seus diversos canais de acesso, favorecendo o rápido e efetivo cumprimento de requisitos de exportação.

 

 

 

“O guia será preciso e muito claro, com diferentes setores da economia. A ideia é facilitar o dia a dia da vida das empresas dos dois países”, destacou o presidente do Inmetro, João Jornada, presente às reuniões em Washington.

 

 

 

“O memorando e os acordos assinados reduzirão prazos e os custos do comércio bilateral. Queremos que mais e mais setores privados sejam encorajados e alinhar informações e normas técnicas, tirando benefícios desta grande aproximação comercial com os Estados Unidos”, disse o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Daniel Godinho.

 

 

 

Ao final da rodada de reuniões do Diálogo Comercial Brasil-Estados Unidos, o MDIC e o DoC divulgaram joint statement sobre os avanços alcançados.

 

 

 
Da Redação com fonte de informação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio