Economia: Diário do Comércio revela que o dinheiro que sustenta a corrupção no Brasil sai do seu bolso, e IBPT poderá lançar o “Corruptômetro” .

Superfaturamento
Superfaturamento

 

 

 

O superfaturamento praticado em licitações públicas é pago com dinheiro arrecadado com impostos. Trinta dias de trabalho do contribuinte têm como destino essa ilegalidade. É o que revela o IBPT


O setor público paga, em média, 17% a mais que o setor privado ao comprar bens e serviços. Esse número, apurado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), quantifica o que genericamente habituamos chamar de superfaturamento.
É dinheiro do contribuinte sendo usado para sustentar essa forma de corrupção, já que as compras públicas são feitas com recursos da arrecadação tributária.

 
Segundo o tributarista Gilberto Luiz do Amaral, coordenador de estudos do IBPT, além da corrupção hoje inerente a quase todos os processos licitatórios, há também a má gestão dos recursos públicos. Tudo contribuindo para que os preços para o setor público fiquem acima da média do mercado.

 

 

 

 

“Não é segredo que, para participar de licitação, é preciso pagar uma comissão. O governo também não é um bom pagador, ele costuma atrasar, algo que é levado em consideração nos preços. Também não têm logística adequada para armazenar, transportar e manter aquilo que compra”, diz o tributarista, que esteve nesta terça-feira, 5, na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em um evento comemorativo dos 10 anos do Impostômetro.

 
Segundo Amaral, o brasileiro trabalha 30 dias do ano somente para que o governo arrecade aquilo que gastará com a parcela superfaturada das suas compras. Por outro ângulo, se não houvesse superfaturamento, o brasileiro trabalharia quatro meses para pagar impostos, não os cinco meses atuais

 

 

 

 

Segundo o IBPT, este ano o brasileiro vai trabalhar, em média, 151 dias (cinco meses) somente para pagar os tributos que incidem sobre o consumo , renda e patrimônio. No Japão são 124 dias trabalhados para acertar as contas com o fisco local. Nos Estados Unidos, 88 dias. No México, 91 dias.

 

impostos

 

 

“Estamos com o projeto do ‘Corruptômetro’, que tem como propósito calcular quanto a sociedade perde com a corrupção”, disse o presidente do IBPT.

 

 

 

Amaral diz que no ano passado foi autorizado pelo Congresso, por intermédio da Comissão Mista de Reavaliação das Informações, a ter acesso aos dados necessários para o levantamento.

 

Diário do Comércio
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O Diário do Comércio, veículo da Associação Comercial de São Paulo que circula há mais de 90 anos, em sua nova fase digital transformou-se num porto do conhecimento para todo empreendedor de pequeno e médio porte.

 

 

 

Da Redação com informações provenientes do site www.dcomercio.com.br – escrito por RENATO CARBONARI IBELLI – 05/05/15