Dia Laranja: ONU apoia o Dia Laranja que serve para dar mais visibilidade às questões que envolvem a prevenção e a eliminação da violência contra as universitárias.

Dia Laranja
Dia Laranja

 

Comemorado cada dia 25, o Dia Laranja serve para dar mais visibilidade às questões que envolvem a prevenção e a eliminação da violência. Neste 25 de abril, a representante da ONU Mulheres, Nadine Gasman, envia uma mensagem de apoio às universitárias do país. A representante incentiva as alunas a denunciarem a violência que vivenciam ou testemunham em suas universidades, para que nenhum caso de assédio, estupro ou qualquer outro tipo de violência de gênero seja impune.

 

Como uma prática de prevenção, ela convida as alunas a usarem o aplicativo Clique 180 para denunciar casos de violência por meio do mapa do aplicativo Minha Cidade Mais Segura.

 

 

O mapa georreferenciado busca reunir dados sobre violência e possíveis relações de causa, como falta de iluminação, deficiência de estrutura de transporte público, entre outras. O app Clique 180 foi desenvolvido pela ONU Mulheres e pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e está disponível para download em celulares com sistema Android ou iOS.

 

 

Nos últimos anos, as universidades brasileiras têm recebido uma série de denúncias de estudantes que sofreram assédio, estupro, violência moral, entre outras formas de violência. Casos emblemáticos vieram à tona com a CPI das Universidades, da Assembleia Legislativa de São Paulo.

 

 

Com o mote HeforShe apoia a campanha UNA-SE, esse mês a ONU faz um apelo também aos homens universitários e professores para que se unam às mulheres no combate à violência. O escritório brasileiro da ONU Mulheres os convida a aderir à campanha HeforShe (ElesporElas) pelo site www.heforshe.org/#take-action.

 

 

Violência nas Universidades

 

 

Em parceria com coletivos e núcleos de pesquisa sobre gênero, a iniciativa O Valente não é Violento, que integra a campanha UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres, iniciou uma campanha em 2015 pelo fim da violência de gênero e raça nos trotes e no dia a dia das universidades.

 

 

No dia 6 de fevereiro, foi lançada uma Carta Pública pelo Fim da Violência de Gênero e Raça pela ONU Mulheres, o USP Diversidade, o Genera – Núcleo FEA de Pesquisa em Gênero e Raça, o Poligen – Grupo de Estudos de Gênero da Poli-USP, o Ser-Tão – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidade da UFG, a Diretoria de Mulheres da UNE, a Faculdade Cásper Líbero, o Coletivo Feminista Histéricas (onde), o Instituto Federal do Maranhão, o Centro Acadêmico Visconde de Cairu (FEA-USP) e o Centro Acadêmico João Mendes Júnior (Mackenzie).

 

 

Desde então, O Valente não é Violento apoiou e divulgou mais de 30 aulas públicas sobre gênero e raça, incluindo o “Simpósio Democracia Universitária, Ética e Corpo: não à opressão, nenhuma vida vale menos” na Medicina-USP, o “Debate sobre Gênero e Relações Raciais no Ambiente Universitário” da Faculdade Cásper Líbero e o 1º Colóquio Interdisciplinar Os Desafios da Mulher Contemporânea na Faculdade de Direito do Sul de Minas.

 

 

Da Redação com informações da ONU