CATI 50 anos: Comunidades tradicionais se apresentam no aniversário da CATI na cidade de Campinas – 19/06/2017

Comunidades tradicionais se apresentam no aniversário da CATI na cidade de Campinas – 19/06/2017

 

 

Nesta segunda-feira 19 de junho, durante as festividades dos 50 anos da CATI, comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, atendidas pela instituição, irão mostrar um pouco da sua cultura para o público urbano.

 

 

 

 

 

Às 12h, irá se apresentar o “Grupo Cultural Aldeia Rio Branco”, da Associação Indígena Mbya Guarani Piray Pora, de Itanhaém, município vinculado à CATI Regional São Paulo. Com mais de 100 anos de existência, a Aldeia possui 18 famílias, que totalizam cerca de 100 pessoas, as quais produzem banana, abacaxi, mandioca e palmito; contam com o apoio do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado e assistência da CATI e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

 

 

 

 

 
Receberam apoio do Projeto Microbacias II- Acesso ao Mercado, com investimentos de R$ 51 mil para aquisição de equipamentos e ferramentas para produção agrícola. Irão apresentar a Xondaro (dança dos guerreiros) e as músicas “Tangará” (dança entre guerreiros e guerreiras), “Yvy Raija Kunhã Karai” (homenagem à sabedoria dos líderes espirituais), “Avati Etei, Djety Dju, Mandu´i Dju” (sobre os alimentos sagrados), “Xeramoi Epoãma Jaguata” e a “Xeru Ete, Xeru Tupã” (nosso pai verdadeiro, nosso pai Tupã).

 

 

 

 

 

Para conhecermos algumas terminologias, o grupo explica que “Xeramoi” é o líder espiritual mais velho da aldeia, aquele que por sua experiência tem mais conhecimento. “Kunhã Karai e Karai” são respectivamente mulher rezadora (pajé) e homem rezador (pajé). Já os que nascem com espírito de rezador têm o nome “Karai”; o rezador é chamado “Xeramoi” e somente a anciã “Kunhã Karai” (rezadora) é chamada “Xejari”. Existem músicas que são gerais, ou seja, do conhecimento coletivo, como o “Xondaro” e o “Tangará”. Outras são específicas e originadas dos sábios ancestrais da aldeia, sendo uma referência e identidade do próprio grupo.

 

 

 

 

 

 
Às 13h40 será a vez do grupo “Puxirão Bernardo Furquim” se apresentar. Formado por jovens e crianças do Quilombo São Pedro, que recebe apoio da CATI Regional Registro e investimentos do Projeto Microbacias II, os integrantes irão jogar capoeira. E as apresentações não irão chamar a atenção apenas do público urbano. Os próprios quilombolas terão uma oportunidade diferente, pois a maioria dessas crianças e jovens dificilmente sai do Quilombo. De acordo com os responsáveis pelo grupo, proporcionar ao evento a apresentação de uma comunidade quilombola é também proporcionar a essas crianças e jovens momento de interação com outras culturas e conhecimento de outros lugares.

 

 

 

 

 
A Associação dos Remanescentes de Quilombo do Bairro São Pedro possui dois projetos apoiados pelo governo paulista. Um no valor apoiado de R$ 200 mil, focado na olericultura, com logística de transporte, produção e comercialização; e outro no valor de R$ 190 mil, para construção do galpão, aquisição de equipamentos para o grupo de capoeira (uniformes, bateria e instrumentos de percussão), itens para equipar a cozinha comunitária, entre outros.

 

 

 

 

 
Da Redação com informações provenientes da Assessoria de Comunicação – CATI – Centro de Comunicação Rural (Cecor)