Agronegócios: CATI completa 50 anos fazendo história no agronegócio paulista

CATI completa 50 anos fazendo história no agronegócio paulista

 

 

 

O ano de 2017 marca os 50 anos de história da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que foi criado em 20 de junho de 1967 pelo Decreto n.º 48.133.

 

 

 

 

 

Sediada em Campinas, distante cerca de 100km da capital paulista, a CATI coordena e executa os serviços de assistência técnica e extensão rural ao pequeno e médio produtor agropecuário. Seu corpo técnico, presente não só na sede, mas em todo o território paulista por meio das 594 Casas da Agricultura, dos 40 Escritórios de Desenvolvimento Rural e dos 21 Núcleos de Produção de Sementes e Mudas, trabalha para que as famílias rurais paulistas se mantenham no campo com emprego, renda, qualidade de vida e para que a população tenha alimentos de qualidade na mesa e outros serviços e produtos provenientes da agricultura.

 

 

 

 

 

Os programas que a CATI desenvolve têm como objetivo fortalecer o setor agrícola, focando esforços na conservação do solo e da água e nas principais cadeias produtivas do Estado de São Paulo: aquicultura, bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, cafeicultura, fruticultura, heveicultura e olericultura. Seus programas e projetos visam incentivar a adoção de práticas conservacionistas, bem como estimular a produção agropecuária com sustentabilidade econômica, social e ambiental, envolvendo todos os elos das cadeias produtivas. E a renda não poderia ficar de fora. Com o Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado, os produtores familiares podem ampliar as oportunidades de negócios, com a liberação de recursos para compra de equipamentos e implementação de empreendimentos como agroindústrias, com vistas a atender o mercado com agregação de valor.

 

 

 

 

 

O apoio técnico é oferecido aos agricultores de acordo com a realidade de cada região e, além do foco nas cadeias produtivas citadas, os produtores são orientados sobre temas diversos como crédito agrícola, seguro rural, transferência de tecnologia, planejamento da propriedade, elaboração de projetos de recuperação do solo, reflorestamento, adequação de estradas rurais, entre outros.

 

 

 

 

 

 

As ações desenvolvidas pela CATI em todo o território paulista vêm contribuindo para a geração de emprego e renda, segurança alimentar, inclusão social, competitividade do agronegócio, melhora no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e para a preservação ambiental.

 

 

 

 

 

“Em cinco décadas, enormes transformações ocorreram. A CATI tem levado aos produtores rurais os avanços tecnológicos de produção que garantem a competitividade do agronegócio. Durante este ano várias atividades serão realizadas para comemorar nossos 50 anos e não só os produtores rurais serão beneficiados, mas toda a população que irá receber informações sobre a instituição e dicas práticas para o seu dia a dia! A agricultura está presente na vida de todos e a Cati faz parte da história de muita gente!”, avaliou João Brunelli Júnior, coordenador da CATI.

 

 

 

 

 

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, poucas instituições públicas têm a história de realizações e a importância que a CATI adquiriu e mantém após 50 anos de sua fundação. “Nascida com a missão de espalhar o conhecimento no campo, a CATI tem a sua história confundida com a da agricultura paulista e brasileira”. Para o secretário, os desafios enfrentados nas últimas décadas criaram novas referências de manejo, incorporação de tecnologias e cultivares, com sustentabilidade, equilíbrio da produção, para que a agricultura familiar, o pequeno, o médio e o grande produtor convivam dentro da estrutura maior de produção agropecuária.

 

 

 

 

 

 

 

“Fabricantes de insumos e equipamentos procuram o produtor e fazem chegar a ele informações, mas a assistência técnica pública e integral é cada vez mais necessária e importante. Se hoje há limites para exercer a função, a resposta se dá por meio de novas iniciativas, incorporadas pela direção do órgão. Exemplo disso é o Microbacias II – Acesso ao Mercado, fundamentado na questão ambiental, no fortalecimento do associativismo e cooperativismo e na agregação de renda. É uma honra conviver com esse conjunto de profissionais abnegados e dedicados que fazem do fato de ser funcionário da CATI mais do que uma relação de trabalho, mas um compromisso e verdadeiro apostolado em defesa do produtor em prol do desenvolvimento do setor”, avaliou Arnaldo Jardim.

 

 

 

 

 

Números da CATI

 

 

 

São realizados, em média, 24 mil atendimentos mensais nas Casas da Agricultura, Escritórios de Desenvolvimento Rural e na sede da CATI. Entre as demandas mais frequentes estão consulta técnica, declaração de conformidade ambiental, receituário agronômico, participação em programas promovidos pela instituição, orientações para projetos de recuperação de áreas degradadas e outros. Além disso, os técnicos da CATI promovem cursos, palestras, inspeções, vistorias, Dias de Campo, dentre outras atividades.

 

 

 

 

 

Perfil da agricultura paulista

 

 

 

Com apenas 3% das terras destinadas à agricultura, São Paulo ocupa o primeiro lugar no ranking do valor da produção agropecuária (VPA), calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

 

 

 

 

 

Com uma cesta de produtos bastante diversificada, São Paulo contribui com quase um quarto da produção agrícola nacional, sendo o principal produtor de frutas de mesa, com destaque para a laranja (74%); amendoim (90%), cana-de-açúcar (53,4%), ovos (39%) e borracha natural (56,5%). Além destas explorações, também tem importância no cenário nacional com a produção de aves, batata, tomate, milho, carne bovina e café. O agronegócio é responsável por aproximadamente 17% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado (25% do total brasileiro).

 

 

 

 

 

Em 2016, as exportações do Estado somaram mais de US$ 46 bilhões. O agronegócio paulista exportou US$ 17,92 bilhões, que correspondem a 38,8% do total das exportações paulistas e 21,1% do total das exportações do agronegócio brasileiro. Os principais grupos das exportações do agronegócio paulista são: complexo sucroalcooleiro (11% de exportações de álcool), carnes (79,4% de carne bovina), sucos (98,1% de suco de laranja), produtos florestais e soja.

 

 

 

 

 

De um total de mais de 320 mil unidades agrícolas, que ocupam mais de 20 milhões de hectares, 260 mil (81%) são pequenas propriedades rurais, com até quatro módulos fiscais. O Estado de São Paulo é o maior mercado consumidor do País.

 

 

 

 

 

 

O agronegócio é um grande gerador de empregos. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2015, última divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, no País são 1,5 milhão de empregos formais, principalmente nos segmentos da cana-de-açúcar, de cultivo de laranja e de carne bovina. Só São Paulo empregou 21,8% desse total, com 329 mil vagas formais até 2015, com destaques para o setor sucroenergético, que gerou 70.110 empregos, e o de laranja, que gera 14,3% dos empregos do setor no Estado.

 

 

 

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da Assessoria de Comunicação – CATI – Centro de Comunicação Rural (Cecor)