Agronegócios: Programa Leiteiro do Ministério da Agricultura pretende aumentar a qualidade, capacitar produtores e ampliar as exportações

Ordenha de Leite
Ordenha de Leite

 

Um novo programa de estímulo à produção e consumo do leite beneficiará produtores dos cinco principais estados que garantem o abastecimento do país: Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento prepara um conjunto de ações para aumentar a qualidade do leite, capacitar trabalhadores e ampliar exportações.

 

 

O programa, que está sendo formulado em parceria com representantes de produtores, cooperativas e indústria, foi apresentado de forma preliminar à ministra Kátia Abreu nessa quinta-feira (19). “Precisamos de foco na melhoria da qualidade e eficiência produtiva, uma vez que não se consegue ter indústria competitiva sem base produtiva competitiva”, afirmou a ministra. O Brasil é o quarto maior produtor mundial de leite, com 34 bilhões de litros em 2013. Para a ministra, o setor pode melhorar sua performance investindo na qualidade.

 

 

Assistência técnica

 

 

 

O principal pilar do programa é a assistência técnica. Os produtores interessados poderão se inscrever em cursos de capacitação, que serão ofertados em parceria com o Sistema S e deverão ter duração de dois anos. Técnicos da agroindústria e transportadores de leite também receberão qualificação em práticas adequadas de higiene, qualidade e segurança.

 

 

Os cursos visam aperfeiçoar o manejo do leite e, com isso, aumentar a produtividade e a renda dos produtores. Segundo dados do Censo Agropecuário (IBGE, 2006) dos 5,1 milhões de estabelecimentos rurais, 77% não recebem nenhum tipo de orientação técnica.

 

 

Linha de crédito

 

 

 

Os produtores contemplados também deverão contar com uma linha de crédito especial para custeio e investimento. O Mapa pretende desburocratizar o acesso a programas de financiamento já disponíveis e estuda criar uma linha de crédito permanente para retenção de matrizes leiteiras bovinas e bubalinas.

 

 

 

Outra prioridade será a erradicação da brucelose e da tuberculose, amplamente disseminadas no território brasileiro. O Mapa estuda criar fundos estaduais para indenização por animais contaminados, mas antes vai acelerar o levantamento da situação epidemiológica dos cinco estados. Estima-se que as perdas diretas com a brucelose sejam de 25% na produção de leite. No caso de tuberculose, a estimativa é de 10 a 18% de queda.

 

 

Com a sistematização dos dados da Rede Brasileira de Laboratórios de Qualidade do Leite, o programa pretende desenvolver, em parceria com a Embrapa, uma plataforma integrada para análise e interpretação dos dados laboratoriais dos cinco estados. Com isso, será possível compilar informações sobre a qualidade do leite. O ministério estuda uma forma de harmonizar os parâmetros de qualidade do leite entre os serviços de inspeção federal, estadual e municipal. Os produtores também reivindicam atualização de marcos regulatórios e reestruturação do Programa Nacional de Qualidade do Leite.

 

 

Consumo

 

 

O Ministério da Agricultura deverá implementar também iniciativas para promover o consumo
de leite e derivados, além de ampliar programas institucionais do governo federal para compra e distribuição de leite a famílias carentes. Estimular o consumo de leite ajuda ajustar a oferta e a demanda no setor. Apesar de o consumo doméstico ter aumentado 2% no ano passado, a produção cresceu 7% nos nove primeiros meses de 2014 em relação ao mesmo período de 2013, de acordo com o IBGE.

 

 

Da Redação com informações da Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Agricultura