Meio Ambiente: O Gelo no Mar Ártico atinge mínimo histórico devido ao aquecimento global e emissão de gases poluentes para a atmosfera.

O gelo no Mar Ártico tem diminuído entre 3 a 4% por década.
O gelo no Mar Ártico tem diminuído entre 3 a 4% por década.

 

O aquecimento global e a emissão de gases poluentes para a atmosfera estão entre as principais causas da diminuição de gelo na região.

 

De acordo com um estudo desenvolvido pelo Centro Nacional de Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC), o nível de gelo existente no Mar Ártico é o mais baixo desde que se começou em 1972 a se medir a quantidade de água gelada através de imagens por satélite.

 

O estudo, divulgado esta sexta-feira, revela que a quantidade de gelo no Mar Ártico, na região que circunda o Polo Norte está reduzida a 14,54 milhões de quilômetros quadrados – uma extensão pouco maior do que o Canadá -, menos 1,1 milhões de quilômetros quadrados relativamente à média estimada entre os anos 1981 e 2010. Com a entrada da primavera, espera-se que o degelo na região se acentue.

 

Como exceções são apontadas o Mar do Labrador (entre o Canadá e a Gronelândia) e o Estreito de Davis (situado entre a costa ocidental da Gronelândia e a ilha de Baffin, no Canadá).

 

Segundo o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas das Nações Unidas, a diminuição do gelo na região mais a Norte do planeta está associada ao aquecimento global e à emissão de poluentes por parte de fábricas e centrais de energia situadas na Europa e na Ásia. Quando estas partículas atingem a neve e o gelo absorvem  luz solar, acelerando o processo de degelo, que decorre a um ritmo de cerca de 3 a 4% por década.

 

O degelo no Ártico tem afetado a fauna local, nomeadamente os ursos marinhos e as focas, bem como a comunidade indígena, com a facilidade de acesso à região. Os preços baixos do petróleo têm, porém, desencorajado a exploração.

 

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, 2014 foi o ano mais quente desde que se iniciou o registo das temperaturas, em 1880. Cerca de 200 países concordaram em reunir-se em dezembro deste ano, em Paris, para avançar com medidas para conter o aquecimento global.