Internacional: Unicef revela que o conflito no Iêmen matou 115 crianças num mês.

Iêmen
Iêmen

 

Pelo menos 115 crianças teriam morrido e outras 172 ficaram mutiladas devido ao conflito no Iêmen desde 26 de março. A informação foi dada, esta sexta-feira, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

 
Em nota, a agência diz tratar-se de estimativas conservadoras do impacto dos confrontos, que indicam que pelo menos 64 menores perderam a vida vítimas de bombardeamentos aéreos e de engenhos explosivos não detonados.

 
Conflito

 

 
As outras morreram devido a minas, tiros e causas não verificadas relacionadas com o conflito. O norte do país registou a morte de 71 crianças, tendo as restantes 44 ocorrido no sul.

 

 

 
Agências de notícias informaram que continuam os ataques aéreos da coligação de países contra os rebeldes Houthis e forças aliadas, que há vários meses combatem o governo. Os confrontos levaram o presidente Abdo Rabbuh Mansour Hadi a deixar o país.

 

 
Civis

 

 

 
Em cerca de um mês, cerca de 551 civis morreram e 1.185 ficaram feridos nos confrontos, segundo do Escritório da ONU para os Direitos Humanos.

 

 

 
Em nota separada, a entidade cita detenções arbitrárias por comités populares associados aos Houthis, incluindo pessoas presas por se terem recusado a contribuir para apoiar os rebeldes. Outras sofreram o tipo de punição por fazer comentários ou pelo suposto apoio à campanha da coligação militar.

 

 
O escritório pediu a todos os lados do conflito que garantam o respeito do direito internacional dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, e que todas as medidas sejam tomadas para proteger os civis.

 

 
Verificação

 

 

 

Entretanto, o Unicef disse que decorre a verificação dos dados sobre as crianças, ao ressaltar que o total de menores mortos ou mutilados no conflito iemenita pode ser mais alto.

 

 

 
Desde finais de março, pelo menos 140 crianças teriam sido recrutadas por grupos armados, enquanto 23 hospitais foram atacados 30 escolas danificadas ou ocupadas pelas partes envolvidas no conflito.

 

 

 

A nota pede o fim de tais atos e a ação urgente para acabar com as graves violações contra crianças, incluindo o seu recrutamento e utilização por grupos armados.

 

 

Da Redação com informação da Rádio ONU de Nova York