Internacional: Secretário-geral da ONU cita a Síria no 100º aniversário do uso de armas químicas no mundo.

Evento da Opaq marcou os 100 anos do uso da primeira arma química na cidade belga de Ypres. Foto: Opaq
Evento da Opaq marcou os 100 anos do uso da primeira arma química na cidade belga de Ypres. Foto: Opaq

 

 

As Nações Unidas participaram, esta terça-feira, de um evento da Organização para a Proibição das Armas Químicas, Opaq, para marcar os 100 anos do uso da primeira arma química na cidade belga de Ypres.

 

A mensagem do secretário-geral menciona a Síria por “denúncias sobre a continuação do uso de armas químicas”. O discurso foi feito pela alta representante adjunta sobre Assuntos de Desarmamento,Virgínia Gamba.

 

 

Gás Cloro

 

 

 

Para o chefe da ONU, alegações de uso de gás cloro são uma “amarga ironia e um lembrete de que a comunidade internacional não pode ser complacente em relação às suas realizações, nem permitir o fim do tabu que envolve tais armas.”

 

 

A mensagem cita que os horrores da 1ª Guerra Mundial devem ser lembrados, num momento em que se lida com os atuais desafios de segurança.

 

 

 

Ban lembrou que somente muitos anos após a guerra, um soldado do Canadá falou do ataque com gás cloro na Segunda Batalha de Ypres. Ele descreveu um gás verde que “veio para cima das trincheiras e ficou”.

 

 

Atrocidades

 

 

O chefe da ONU disse que o aniversário recorda as atrocidades com determinação para assegurar que, contrariamente ao gás, as ameaças não continuem.

 

 

Para Ban, os eventos de há um século marcam um momento decisivo: a primeira vez em que as armas químicas foram usadas em larga escala no campo de batalha.

 

 

O fato motivou a criação do Protocolo de Genebra em 1925, que proibiu o uso de armas químicas. Cerca de 70 anos depois, a Convenção sobre Armas Químicas proibiu o seu desenvolvimento, produção, aquisição, armazenamento, retenção, transferência e uso.

 

 

O secretário-geral salienta ainda a necessidade de os Estados-partes destruírem todas as armas químicas que estão em seu poder.

 

 

Comunidade Internacional

 

 

Para o chefe da ONU, a comunidade internacional deve se orgulhar porque o Protocolo de Genebra e a Convenção sobre Armas Químicas são aceitas como parte indispensável da norma internacional contra esse tipo de armamento.

 

 

Ainda sobre a Síria, o secretário-geral disse que há menos de dois anos, a confirmação do uso de armas químicas serviu como um lembrete de que tais armas indiscriminadas ainda não passaram para a história.

 

 

 

Sobre o esforço de várias nações para eliminar o programa de armas químicas da Síria, Ban considerou um compromisso e uma conquista importantes. Para ele, a operação marcou a determinação internacional contra essas armas e mostrou a força da ação coletiva por um objetivo comum.

 

 
Da Redação com informações da Rádio ONU de Nova York