Internacional: Papa Francisco diz que “sangue dos cristãos possa distinguir o bem do mal”, após nova decapitação feita pelo EI

Papa Francisco
Papa Francisco

 

 

Após a divulgação de um novo vídeo em que terroristas do auto-proclamado Estado Islâmico decapitam 28 cristãos etíopes na Líbia, o Papa expressou sua consternação e dor – diante do que chamou de “atrocidade” – em um telegrama enviado nesta segunda-feira (20/04), ao Patriarca da Igreja Ortodoxa da Etiópia, Abuna Matthias Tewahedo.

 

Mortos porque cristãos

 

 

Unindo-se ao sofrimento do Patriarca, o Papa recordou que os cristãos foram mortos somente pelo fato de serem seguidores de Cristo. “Me uno em solidariedade e asseguro minha proximidade em oração diante do contínuo martírio imposto de maneira tão cruel aos cristãos na África, no Oriente Médio e em algumas regiões da Ásia”, escreveu Francisco.

 

 

 

O Papa reitera seu desejo de promover a união entre os cristãos ao dizer que não faz nenhuma diferença se as vítimas são católicas, coptas, ortodoxas ou protestantes. “O sangue dos nossos irmãos e irmãs cristãos é um testemunho que grita a todos aqueles que ainda sabem distinguir o bem do mal”, afirmou Francisco ao concluir que “este grito deve ser ouvido sobretudo por aqueles que têm nas mãos o destino dos povos”.

 

 

A mensagem pontifícia termina com um apelo aos cristãos para que, apesar de terem a alegria ofuscada pela dor, não esqueçam que “a vida que vivemos no amor misericordioso de Deus é mais forte do que o sofrimento de todos os cristãos”.

 

 

 

Mártires da crueldade

 

 

 

Também o Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais da Santa Sé, Cardeal Leonardo Sandri, condenou o assassinato dos cristãos etíopes, homenageando estes “mártires, vítimas da crueldade humana”.

 

 

 

Em entrevista à Rádio Vaticano, ele pede aos responsáveis políticos que detenham este avanço da crueldade e das perseguições dos cristãos, da perseguição do homem, da sua dignidade. “É preciso dar passos para ajudar os cristãos na Síria, no Iraque, na Líbia e no Egito”, disse, cogitando que “se pode abrir cenário terrível para o futuro da humanidade”.

 

 

 
Com informações do Vaticano