Internacional: Pais de copiloto e parentes das vítimas chegam ao local da queda do Airbus da Germanwings

Familiares das vítimas do acidente do Airbus A320, da companhia aérea Germanwings, seguiram em ônibus fretados para o local onde aconteceu o acidente. REUTERS/Jean-Paul Pelissier
Familiares das vítimas do acidente do Airbus A320, da companhia aérea Germanwings, seguiram em ônibus fretados para o local onde aconteceu o acidente.
REUTERS/Jean-Paul Pelissier

 

Cerca de 300 parentes das vítimas do acidente com o Airbus da Germanwings chegaram em Marselha (sul) nesta quinta-feira (26) e seguiram em ônibus fretados para Le Vernet, nos Alpes franceses. Uma capela foi improvisada no vilarejo para homenagear os 150 mortos na tragédia. Entre os familiares vindos de Barcelona e Dusseldorf estão os pais do copiloto Andreas Lubitz, de 28 anos, que programou intencionalmente a queda do avião, como revelaram as investigações.

 

 

O vilarejo de Le Vernet é um dos mais próximos do local do acidente, com uma população de 2.300 habitantes. Comovidos com a catástrofe aérea, os moradores do Vernet abriram suas casas para hospedar gratuitamente os parentes das vítimas, num gesto de solidariedade que está sendo apreciado pelas famílias.

 

 

 

Hoje, em entrevista coletiva, o procurador de Marselha, Brice Robin, disse que as equipes de resgate retomaram o trabalho de remoção dos restos mortais das vítimas, que são içados por helicóptero. As autoridades também começaram a coleta de material genético dos familiares, para os testes de DNA que serão necessários à identificação dos corpos.

 

 

 

O trabalho de reconstituição dos corpos será lento e difícil para os legistas. A previsão é de que possa durar semanas ou meses. O impacto do avião contra a montanha foi tão forte que sobraram apenas fragmentos de corpos, espalhados em uma área de 20 mil metros quadrados.

 

 

Vítimas eram de 18 nacionalidades

 

 

 

Nenhum brasileiro estava entre os ocupantes do avião. A maioria das vítimas do voo 4U9525 eram europeus.

 

 

Alemanha e Espanha perderam, respectivamente, 72 e 51 cidadãos, mas também havia três britânicos, um belga, um dinamarquês e um holandês no voo da Germanwings. Dez latinoamericanos, dois norte-americanos, dois australianos, dois japoneses, três cazaques, dois iranianos e um israelense também figuram entre os mortos.

 

 

Copiloto procovou intencionalmente queda do avião

 

 

 

Em entrevista coletiva, o presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, disse que todos os funcionários da companhia alemã e da filial de baixo custo Germanwings estão “atordoados” com a revelação de que o copiloto provocou deliberadamente a queda do avião.

 

 

Mais cedo, o procurador de Marselha, Brice Robin, revelou o conteúdo das gravações da caixa-preta encontrada poucas horas depois do acidente. Os registros mostram que o copiloto do Airbus ficou sozinho no cockpit nos últimos 10 minutos do voo e programou a descida do avião. “A ação foi voluntária”, enfatizou o procurador. O comandante e a tripulação tentaram arrombar a porta do cockpit, mas o copiloto manteve a fechadura bloqueada até o avião se espatifar contra a montanha. Gritos dos passageiros são ouvidos alguns instantes antes do choque fatal.

 

 

Questionado se o copiloto quis se matar, o procurador de Marselha declarou: “uma pessoa que quer se matar e tira a vida de 149 pessoas? Eu não chamaria isso de suicídio”. Os investigadores se concentram, agora, em duas pistas: suicídio ou atentado suicida do copiloto.

 

 

A segunda caixa-preta contendo os dados técnicos do voo ainda não foi encontrada pelas equipes de resgate.

 

 

 

Da Redação com fonte da RFI