Internacional: O copiloto Andreas Lubitz tinha depressão e fazia tratamento

O copiloto Andreas Lubitz, em foto de seu perfil no Twitter. Twitter
O copiloto Andreas Lubitz, em foto de seu perfil no Twitter.
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A imprensa da Alemanha revela nesta sexta-feira (27) novas informações sobre o copiloto Andreas Lubitz, que teria se suicidado em pleno voo da companhia Germanwings, matando com ele os 149 ocupantes do Airbus A320. O alemão sofria de depressão e seguia um tratamento psiquiátrico “específico e regular”, segundo o jornal Bild.

 

 

O copiloto, de 28 anos, passou por um período de depressão grave, com crises de angústia, há seis anos, em 2009, e foi obrigado a interromper o treinamento de piloto durante vários meses. Em 2010, Lubitz retomou ao curso e, um ano depois, foi considerado apto a voar. A contratação dele pela Lufthansa ocorreu em 2013.

 

 

De acordo com a imprensa alemã, a companhia sabia dos problemas psiquiátricos de Andreas Lubitz. Mas, nesta quinta-feira (26), em coletiva de imprensa, o presidente da Lufthansa não explicou as razões do afastamento temporário do piloto, dizendo que era uma situação frequente na profissão.

 

 

Buscas em residências

 

 

 

Nesta sexta-feira, a polícia alemã informou ter recolhido objetos e papéis em uma das residências do copiloto, que possam ajudar a compreender melhor a personalidade de Lubitz. Um porta-voz da polícia de Dusseldorf, Marcel Fiebig, desmentiu informações da imprensa britânica, indicando que uma “descoberta significativa” teria sido encontrada.

 

 

“Veremos que se o material trará elementos de provas. Agora, vamos analisar tudo”, destacou. As buscas foram realizadas no apartamento do copiloto em Dusseldorf e na casa dos pais dele em Montabaur, onde ele também vivia. A polícia recolheu pelo menos um computador, uma caixa e dois sacos cheios de objetos.

 

 

 

A maioria dos parentes das vítimas que estiveram ontem no local do acidente, nos Alpes, já retornaram para os seus países. Em nenhum momento, os familiares da tripulação, incluindo os pais do copiloto, ficaram junto com os parentes das vítimas. Eles foram divididos em dois grupos distintos.

 

 

 

 

Da Redação com informações da RFI e de Agências Internacionais