Internacional: Homens armados ferem seis capacetes azuis da ONU em ataques ocorridos em Darfur

Missão em Darfur. Foto: Unamid/Albert González Farran
Missão em Darfur. Foto: Unamid/Albert González Farran

 

 

A Missão da ONU e da União Africana em Darfur, Unamid, repeliu dois ataques de homens armados não identificados na área sudanesa de Kass, situada a 85 quilômetros a noroeste de Nyala.

 
Uma nota da operação de paz, publicada esta sexta-feira, revela que quatro atacantes morreram e que entre os feridos estão seis soldados de paz e um elemento do grupo responsável pela agressão na localidade de Darfur do Sul.

 

 
Base da Missão

 
A informação foi dada após disparos dos agressores contra uma patrulha da Unamid que passava pela área próxima da base da missão em Kass. Quatro soldados de paz foram feridos durante a troca de tiros.

 
Na quinta-feira, o primeiro ataque ocorreu no princípio da noite. Um grupo de 40 homens armados montados em cavalos e camelos abriu fogo contra tropas nigerianas que protegiam uma fonte de água. Os agressores fugiram com um dos veículos da missão após dispararem contra o motorista.

 
A viatura foi recuperada após a perseguição das forças de paz, que culminou com uma troca de tiros onde morreram quatro atacantes e um outro ficou ferido juntamente com dois soldados de paz.

 

 

Tratamento

 

 
De acordo com a Unamid, os corpos dos agressores foram entregues à polícia sudanesa bem como o elemento do grupo que contraiu ferimentos. Os soldados de paz feridos foram levados para tratamento médico na área de Nyala.

 

 
O chefe interino da Unamid, Abiodun Bashua, condenou os ataques contra as forças de paz, ao reiterar a determinação da missão de “continuar a responder de forma decisiva e enérgica a atos similares”. Ele desejou uma recuperação completa e rápida aos feridos.
Justiça

 

 
O apelo da Unamid ao Governo do Sudão é que os incidentes sejam rapidamente investigados e os responsáveis levados à justiça.

 

 

 

Ao terminar a nota, Abiodun Bashua observa que deve acabar ” o clima contínuo de impunidade e da falta de procedimento penal contra os que atacam as forças de paz e trabalhadores humanitários.”

 

 

 
Da Redação com informações da Rádio ONU em Nova York