Internacional: Enviado especial da ONU para a Educação Global pede fim ao uso de crianças como armas de guerra

Crianças no Sudão do Sul. País sofre com o sequestro de crianças para servirem de soldados. Foto: ACNUR/K. Mahoney
Crianças no Sudão do Sul. País sofre com o sequestro de crianças para servirem de soldados. Foto: ACNUR/K. Mahoney

 

O enviado especial das Nações Unidas para a Educação Global, Gordon Brown, pediu, nesta quarta-feira (18), “mudanças fundamentais” para defender os direitos dos meninos e meninas que, apesar de viverem em situação de conflito, têm o direito de estudar.

 

 

“Chegou o momento de acabar com esse vergonhoso desrespeito à lei internacional que viola o direito de milhões de crianças, pondo um fim à militarização das escolas e interrompendo o sequestro de estudantes como uma arma da guerra, insistindo – mesmo em áreas de confronto – que escolas seguras com recursos suficientes permitem que as crianças aproveitem sua educação em paz’, afirmou Brown, em coletiva de imprensa na sede da ONU em Nova York (EUA).

 

 

Lembrando que nos últimos cinco anos houve mais de 10 mil ataques a escolas e 28 milhões de meninos e meninas ficaram fora das salas de aula em áreas de conflito, o enviado especial afirmou ter visto com seus próprios olhos que as crianças se tornaram “vítimas trágicas e silenciosas do conflito”, no Sudão do Sul, assim como na Nigéria, no Paquistão e na República Democrática do Congo.

 

 

Brown pediu à comunidade internacional que invista 163 milhões de dólares no novo Fundo Humanitário Global para Educação em situação de Emergência, que serão usados para tornar as escolas mais seguras nas áreas maís problemáticas e perigosas do mundo.

 

 

 

“Não podemos esperar mais”, disse. “É hora de uma ação decisiva.”

 

 
Da Redação com informações da ONU