Internacional: Conselheiro especial do secretário-geral alertou que conflito no Iêmen está expandindo

Jamal Benomar. Foto: ONU
Jamal Benomar. Foto: ONU

 

 

O conselheiro especial do secretário-geral para o Iêmen, Jamal Benomar, alertou que o conflito no país árabe está expandindo.


Em seu último pronunciamento no Conselho de Segurança, Benomar afirmou que as exigências feitas pelo órgão aos Houthis e a outras partes não foram cumpridas. Segundo ele, os confrontos no país têm interesses locais e regionais.

 

 
Al-Qaeda

 

 
Jamal Benomar disse que avisou os “integrantes do Conselho de Segurança que o grupo Al-Qaeda na Península árabe está se beneficiando do caos na região e que continuará prosperando a menos que uma solução para o conflito seja encontrada”.

 

 
O conselheiro especial falou também sobre a piora da situação humanitária no país com milhares de pessoas mortas, muitas civis. Ele disse que mais de 150 mil estão deslocados por causa da violência.

 

 
Além disso, a infraestrutura e instalações públicas estão seriamente danificadas. A expectativa da insegurança alimentar deve aumentar, atingindo mais de 12 milhões de pessoas.

 

 
Acesso Humanitário

 

 
Benomar falou também sobre a necessidade de todos os lados envolvidos no conflito permitirem e facilitarem o acesso humanitário rápido e sem restrição a todas as pessoas.

 

 
O conselheiro chamou a atenção dos membros do Conselho sobre a situação no sul do país, especialmente em Áden.

 

 
Ele deixou claro que “a ONU não poupa nenhum esforço para realizar negociações que ajudem a solucionar a crise”.

 

 
Segundo Benomar, dois meses antes do início da operação da coalizão liderada pela Arábia Saudita, as Nações Unidas organizaram 65 plenárias e grupos de trabalho e mais de 150 encontros bilaterais com todos os lados envolvidos na crise.

 

 

O conselheiro especial afirmou que “colocar o processo político de volta nos trilhos e alcançar uma paz e estabilidade duradoras” só será possível através de negociações comandadas pelos próprios iemenitas.

 

 
Para Benomar, essa “é a única forma do Iêmen determinar seu futuro livre da interferência e da coerção de forças externas”.

 

 
Da Redação com informações da Rádio ONU de Nova York