Internacional: Concluídas as buscas de restos mortais de vítimas do Airbus da Germanwings

Equipes trabalham no local da queda do Airbus A320 da Germanwings nos Alpes Franceses, em 3 de abril de 2015. Reuters/Ministério do Interior da França
Equipes trabalham no local da queda do Airbus A320 da Germanwings nos Alpes Franceses, em 3 de abril de 2015.
Reuters/Ministério do Interior da França

 

Neste sábado (4), as autoridades francesas anunciaram o fim das operações de busca por traços das 150 pessoas que estavam a bordo do Airbus A320 da Germanwings que, em 24 de março foi projetado pelo copiloto Andréas Lubtiz contra uma montanha nos Alpes Franceses. Parece improvável que todas as famílias poderão recuperar os restos mortais de seus próximos.

 

 

O choque violentíssimo do aparelho, que voava a 700km/h, não deixou nenhum corpo intacto. O procurador de Justiça de Marselha, Brice Robin, informou nesta semana que 150 perfis de DNA foram isolados a partir de 2.000 amostras recolhidas no local do acidente. O procurador também indicou que isto não significa que 150 vítimas foram identificadas e que será preciso de três a cinco semanas para comparar as amostras das vítimas antes do acidente, que foram entregues por familiares, e depois de sua morte.

 

 

 

A procura por objetos pessoais dos ocupantes do aparelho continua.

 

 

 

O término desta primeira e intensa etapa de procura de restos mortais deve levar os familiares das vítimas a questionarem se a recuperação de todos os corpos vai ser possível.

 

 

Retirada de destroços, impacto ambiental

 

 

 

A companhia Lufthansa, da qual a Germanwings é uma filial low cost, contratou uma empresa especializada para retirar os destroços. A operação será feita sob controle da Procuradoria da República e de um perito encarregado de controlar o impacto ambiental.

 

 

 

O começo da retirada dos milhares de pedaços do Airbus A320 e a despoluição da área devem começar na próxima semana e podem durar cerca de dois meses.

 

 

Caixas-pretas falaram

 

 

 

O BEA (organismo francês encarregado de investigar acidentes aéreos) declarou na sexta-feira (3) que as primeiras análises dos parâmetros de voo confirmam a tese de que o piloto provocou voluntariamente o acidente.

 

 

 

A primeira caixa-preta, encontrada horas depois da queda, possibilitaram aos investigadores concluir que o copiloto Andréas Lubitz se trancou na cabine quando o comandante saiu por alguns instantes, e o impediu de retornar.

 

 

A segunda caixa-preta, que registra os parâmetros de voo, foi descoberta na última quinta-feira (2). É esta que informará todos os detalhes da rota, desde a partida de Barcelona até o choque fatal, mas já ficou confirmado que o copiloto modificou as instruções do piloto automático para precipitar a descida do avião.

 

 

Da Redação com informações de Agências Internacionais e da RFI