Internacional: Agência da ONU pode interromper completamente a entrega de comida a cerca de 700 mil pessoas no Iêmen

 

Iêmen
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O Programa Mundial de Alimentação, PMA, apelou às partes em conflito no Iêmen que permitam o acesso de combustível e de alimentos, devido à necessidade urgente relatada pelas agências humanitárias.

 
Uma grave escassez ameaça a oferta de assistência essencial às vítimas do conflito, destaca o PMA. O problema pode “interromper completamente” as suas operações, que nas últimas duas semanas beneficiaram cerca de 700 mil pessoas.

 

 
Comida

 

 

 

A representante da agência no Iêmen, Purnima Kashyap, disse ter-se chegado a um ponto em que “não se pode transportar comida dos armazéns” para os necessitados. O país importa cerca de 90% dos seus alimentos básicos.

 

 
Antes, a Organização Internacional para Migrações, OIM, anunciou que bombardeamentos aéreos na pista do aeroporto da capital, Sanaa, levaram à suspensão de voos para retirar migrantes africanos. As partidas estavam agendadas para esta semana.

 

 

Suspensão

 

 

A agência disse que a decisão foi tomada dois dias depois da retomada do processo, após garantias das autoridades do aeroporto de que iriam facilitar o trabalho humanitário. O facto levou ao levantamento temporário da suspensão dos voos fretados decidida a 20 de abril.

 

 
O último avião deixou Sanaa na terça-feira com 141 passageiros que viajaram para Cartum, no Sudão. Muitos deles aguardaram há semanas para deixar o Iêmen.

 

 
A OIM anunciou ter ajudado a mais de 500 estrangeiros de 20 países a sair do Iêmen e que continua a fornecer alimentos, abrigo, água e saneamento aos migrantes retidos no país.

 

 

 

Da Redação com informações da Rádio ONU em Nova York