FIFAgate – Soccer’s Rot: África do Sul confirma pagamento de US$ 10 milhões para a Fifa mas nega ter comprado voto para sediar Copa.

Jack Warner, ex-presidente da Concacaf, é acusado de ter recebido US$ 10 milhões de propina da África do Sul.
Jack Warner, ex-presidente da Concacaf, é acusado de ter recebido US$ 10 milhões de propina da África do Sul.

 

 

 

O presidente da Federação Sul-africana de Futebol (Safa) reconheceu neste domingo (31) que o país pagou US$ 10 milhões em 2008 à Fifa, mas garantiu que não se tratava de compra de votos para ter o direito de sediar a Copa do Mundo-2010. Vários membros do comitê executivo da Federação Internacional de Futebol começaram a ser interrogados pela justiça suíça, que não descarta convocar o presidente da entidade, Joseph Blatter.

 

 

A justiça norte-americana, que lançou a investigação sobre o escândalo de corrupção envolvendo a Fifa, acusa o governo sul-africano e o comitê de candidatura para o Mundial-2010 de ter pago US$ 10 milhões para Jack Warner, ex-presidente da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), em troca de três votos a favor da África do Sul. Questionado pelo jornal Sunday Independent, o presidente da Safa, Danny Jordaan, que dirigia o comitê de organização da Copa do Mundo de 2010, reconheceu que a soma foi paga em 2008. No entanto, o dirigente explica que o valor, destinado a um fundo de desenvolvimento da Concacaf, teria sido deduzido dos US$ 100 milhões pagos à África do Sul pela Fifa para a organização da Copa.

 

 

 

 

Além disso, Jordaan ressalta que em 2008 seu país já havia sido escolhido para sediar o evento. “Como poderíamos ter pago propina depois de termos sido eleitos?”, retrucou. “Nunca paguei ou aceitei suborno ou algo parecido em toda minha vida”, declarou. A África do Sul, que foi candidata a sediar o mundial de 2006, acabou sendo escolhida em 2010, vencendo Egito e Marrocos.

 

 

 

Justiça suíça começou interrogatórios

 

 

 

A Procuradoria Geral da Suíça já começou a ouvir os membros do comitê executivo da Fifa sobre o escândalo de corrupção, revelado dois dias antes do 65° congresso da entidade. Sem dar detalhes, André Marty, porta-voz da justiça suíça, disse apenas que os dirigentes interrogados eram “pessoas suscetíveis de fornecer informações” para a investigação penal sobre a atribuição das copas da Rússia e do Catar.

 

 

 

A lista de testemunhas ouvidas não foi confirmada, mas a justiça afirma já ter ouvido todos os executivos que votaram, em 2010, para a atribuição da seda das copas do mundo de 2018 e 2022, dando prioridade para os que não são residentes suíços. Segundo Marty, “o presidente da Fifa não será interrogado neste momento” da investigação, mas “poderá ser no futuro, caso seja necessário”.

 

 

 

 

A justiça suíça prendeu sete dirigentes da Fifa na quarta-feira (27) num hotel em Zurique, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin. Apesar do escândalo, Joseph Blatter foi reeleito, dois dias depois, para um quinto mandato como presidente da federação.

 

 

 

 

Da Redação com informações provenientes de Agências Internacionais e da RFI